Justiça unifica casos contra Cristina Kirchner por acobertar terroristas

Buenos Aires, 11 set (EFE).- Um juiz da Argentina unificou os dois casos que investigam a ex-presidente Cristina Kirchner, além de funcionários do seu governo, pelo suposto acobertamento dos iranianos suspeitos do atentado contra uma associação judaica em 1994, confirmaram nesta segunda-feira à Agência Efe fontes jurídicas.

O magistrado Claudio Bonadio é titular de dois expedientes similares que agora serão tramitados como um só caso depois que a Câmara Nacional de Apelações pediu recentemente ao juiz que os integrasse.

Um deles investiga o suposto acobertamento dos indiciados iranianos pelo ataque à sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que deixou 85 mortos e que foi denunciado pelo procurador Alberto Nisman em janeiro de 2015, quatro dias antes de aparecer morto, com um tiro na cabeça, em sua casa.

Nisman, cuja morte segue sem ser esclarecida, acreditava que um acordo assinado em 2013 entre a Argentina e o Irã para investigar conjuntamente o atentado, que segue impune, buscava acobertar os suspeitos iranianos - entre eles o ex-presidente Akbar Hashemi Rafsanjani, falecido no último mês janeiro, e o ex-ministro de Exteriores, Ali Akbar Velayati - para favorecer o intercâmbio comercial, algo que a ex-governante e seu entorno sempre negaram.

O outro caso conduzido por Bonadio foi aberto em dezembro de 2015 após uma denúncia de vários cidadãos pelo suposto delito de "traição à pátria" contra os funcionários do governo anterior que aprovaram o memorando com o Irã.

Esses denunciantes consideravam que, com a negociação e assinatura desse pacto, o Executivo traiu não só à comunidade judaica na Argentina, mas também ao seu próprio país.

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