Venezuela acusa Escritório de Direitos Humanos da ONU de mentir

Genebra, 11 set (EFE).- O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, acusou nesta segunda-feira o Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos de "mentir" e de "ofender seu país" acusando-o de graves delitos "sem ter dados e sem rigor metodológico".

"Exigimos ao senhor alto comissário para os Direitos Humanos que cesse a agressão contra a Venezuela através de relatórios que estão infestados de mentidas, dados não comprovados, argumentos distorcidos e ofensas ao nosso país", afirmou o chanceler em um discurso perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Arreaza denunciou "o comportamento seletivo, parcial e politizado do Escritório" e pediu que seja feito um trabalho "objetivo e imparcial".

"Viemos a este Conselho em defesa da verdade da Venezuela", afirmou, ao denunciar que os recentes relatórios contra o seu país "carecem de rigor metodológico, são infundados, induzidos e direcionados para perturbar a soberania, a paz e a estabilidade do nosso povo".

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al Hussein, disse nesta segunda-feira em um pronunciamento prévio perante o Conselho que pode ter havido "crimes contra a humanidade" durante os protestos contra o governo na Venezuela, e pediu ao Conselho de Direitos Humanos a abertura de uma investigação internacional.

Zeid fez referência a um extenso relatório elaborado por seu Escritório sobre a repressão dos protestos na Venezuela que concluiu que as forças de segurança cometeram atos de tortura contra manifestantes e detidos e fizeram milhares de detenções arbitrárias.

No entanto, Arreaza acusou a oposição de ser responsável pela violência durante os protestos.

"O resultado das ações da oposição foi a lamentável perda de 121 vidas humanas. A maioria destas mortes é diretamente atribuível à ação violenta dos grupos antigovernamentais", afirmou o chanceler.

Por outro lado, Arreaza acusou os Estados Unidos de estarem por trás de uma "agressão multiforme contra a economia (da Venezuela) com o objetivo de deter o processo de desenvolvimento econômico do nosso país".

Finalmente, o ministro se despediu dizendo que seu país pretende continuar colaborando com o sistema das Nações Unidas, mas voltou a criticar as supostas falácias do Escritório da ONU.

"Como disse o nosso presidente, Nicolás Maduro, nesta mesma sala: 'não será a primeira vez que derrubaremos as mentiras com a poderosa força da verdade que tem a nossa pátria'".

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