Casa Branca lamenta que Hillary critique Trump em seu novo livro

Washington, 12 set (EFE).- A Casa Branca considerou "triste" que a ex-candidata democrata Hillary Clinton tenha criticado seu ex-rival e agora presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu livro "What Happened" ("O que aconteceu"), um relato sobre sua derrota eleitoral que começou a ser vendido nesta terça-feira.

"Acredito que é triste que, depois que Hillary Clinton fez uma das campanhas mais negativas na história e perdeu, o último capítulo da sua vida pública se defina agora em buscar vender mais livros com ataques falsos e imprudentes", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

Quando perguntada se Trump pretende ler o livro, a porta-voz declarou não saber, mas não economizou na ironia.

"Se vai ler ou não o livro de Hillary Clinton, não tenho certeza. Acho que ele está bastante bem versado no que aconteceu e acredito que é bastante claro para todos os Estados Unidos", disse.

Hillary autografou hoje centenas de exemplares do seu novo livro em uma livraria da rede Barnes&Noble em Manhattan (Nova York), sem fazer nenhuma apresentação ou declarações aos jornalistas.

No último domingo, a ex-candidata concedeu à emissora "CBS" sua primeira grande entrevista após as eleições de 8 de novembro do ano passado, hoje conversou com a rádio pública "NPR" e no dia 18 começará em Washington uma viagem de promoção do livro que a levará a 15 cidades dos EUA e do Canadá.

Em quase 500 páginas de dolorosa digestão do fracasso, Hillary assume seus erros, mas divide a culpa: com o ex-diretor do FBI, James Comey, com o governo russo, com seu rival de primárias, Bernie Sanders, com a imprensa meios e com o sexismo da sociedade.

A ex-candidata que tinha sido quase tudo - primeira-dama, senadora e secretária de Estado - viu em 8 de novembro seu maior sonho, o de ser presidente, lhe escapar das mãos e ficar com um controverso magnata novato na política.

No seu livro, publicado pela editora Simon&Schuster, Hillary não só repassa os grandes temas da análise pós-eleitoral - o enfado dos brancos da classe trabalhadora, a interferência russa -, como também se aprofunda em um que ficou relegado ao segundo plano: a resistência social à ideia de uma mulher presidente dos EUA.

Agora com 69 anos, e após meia vida na primeira linha da política, descarta voltar a ser candidata, mas não pensa em se retirar totalmente do cenário.

"Não serei mais candidata. Mas não terminei com a política, porque, literalmente, acredito que o futuro do nosso país está em jogo", disse à "CBS", sem detalhar seu próximo passo.

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