Coreia do Norte classifica últimas sanções da ONU como "provocação atroz"

Seul, 13 set (EFE).- A Coreia do Norte qualificou nesta quarta-feira (data local) como "provocação atroz" e "bloqueio econômico em grande escala" o último programa de sanções impostas de maneira unânime pelo Conselho de Segurança da ONU ao regime de Pyongyang pelo seu mais recente teste nuclear.

O Ministério de Relações Exteriores norte-coreano assegurou hoje em um comunicado publicado pela agência estatal "KCNA" que as sanções são "produto de uma provocação atroz destinada a privar a República Popular Democrática da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte) do seu legítimo direito à autodefesa e a sufocar totalmente seu Estado e seu povo por meio de um bloqueio econômico em grande escala".

O comunicado, que rejeita "categoricamente" as sanções propostas pelos Estados Unidos, considera ainda que estas servem para que Pyongyang "verifique que o caminho que adotou era absolutamente correto" e para "fortalecer sua determinação nesse sentido até que esta luta tenha chegado ao final".

Por isso, a Coreia do Norte garante que "redobrará seus esforços para incrementar a fortaleza que permite proteger a soberania e o direito a existir".

O comunicado aponta, além disso, que para manter "a paz e a segurança na região" é necessário estabelecer "uma situação de equilíbrio com os EUA", o que representa uma aposta em continuar aumentando suas capacidades de defesa, com novos testes de mísseis.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou na segunda-feira por unanimidade um novo conjunto de sanções destinadas a afogar economicamente a Coreia do Norte devido ao seu programa nuclear, que incluem limitações sobre suas importações de petróleo e derivados e proíbem suas exportações de têxteis, entre outras medidas.

As sanções são menos drásticas do que pretendiam inicialmente os Estados Unidos, que exigiam a proibição total de que os países-membros da ONU vendessem à Coreia do Norte gás, petróleo e produtos petroleiros refinados.

Rússia e China, com direito a veto sobre as resoluções do Conselho de Segurança, tinham expressado sua oposição a alguns dos pontos desse projeto, razão pela qual se abriu uma rodada de negociações que levou a suavizar as medidas de pressão e a limitar as vendas de petróleo ao país ao invés de proibi-las.

Junto com outras sanções anteriores, que fixaram um embargo das exportações de carvão, ferro, peixe e mariscos, a Coreia do Norte perde US$ 2,7 bilhões, ou 90% das suas vendas ao exterior, de acordo com cifras do ano passado calculadas pelos EUA.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou esta resolução depois que, no último dia 3 de setembro, o exército norte-coreano realizou seu sexto e mais potente teste nuclear com uma bomba de hidrogênio.

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