Rússia apoiou resolução do Conselho de Segurança por "interesses nacionais"

Moscou, 12 set (EFE).- A Rússia respaldou a resolução do Conselho de Segurança da ONU que impõe novas sanções ao Governo da Coreia do Norte por "interesses nacionais" e porque "está presente" na região, informou nesta terça-feira o Kremlin.

"A postura adotada pela parte russa durante a votação desta resolução se deve, em primeiro lugar, aos interesses nacionais do país", disse o porta-voz do Presidente russa, Dmitri Peskov, aos jornalistas.

Peskov acrescentou que a Rússia "está presente" na "região onde ocorrem agora esses eventos", onde observa uma grande escalada e muita tensão.

O porta-voz do Kremlin não evitou responsabilizar pela atual crise na península o regime norte-coreano, ao qual acusou de "provocações".

Quanto às recentes reuniões do presidente Vladimir Putin com os dirigentes de China, a Coreia do Sul e Japão, Peskov afirmou que estas serviram para "tomar o pulso" no assunto.

"As nossas posturas coincidem na postura de solucionar a situação pela força e na necessidade de prosseguir sem compromissos a linha da desnuclearização da península coreana e evitar que Pyongyang obtenha armas nucleares", remarcou.

Rússia e China, com direito a veto sobre as resoluções do Conselho de Segurança, tinham expressado sua oposição a alguns dos pontos do projeto contra Pyongyang, pelo qual abriu uma rodada de negociações que levou a suavizar as medidas de pressão e a limitar as vendas de petróleo ao país ao invés de proibi-las.

Junto com as outras sanções anteriores, que fixaram um embargo das exportações de carvão, ferro, peixes e mariscos, com as medidas anunciadas agora a Coreia do Norte perderá US$ 2,7 bilhões ou 90% das suas vendas ao exterior, de acordo com estimativas dos EUA.

O máximo órgão de segurança da ONU aprovou esta resolução depois que no dia 3 Pyongyang realizou seu sexto e mais potente teste nuclear com uma bomba de hidrogênio.

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