ONU estima que Rússia perdeu US$ 55 bilhões por sanções desde 2014

Genebra, 13 set (EFE).- As sanções econômicas internacionais contra a Rússia, ditadas em particular pelos Estados Unidos e a União Europeia, causaram ao país perdas diretas equivalentes a US$ 55 bilhões desde começaram a ser aplicadas em 2014, segundo a ONU.

O dado foi recopilado em um relatório apresentado nesta quarta-feira no Conselho de Direitos Humanos pelo relator da ONU sobre o impacto negativo nos direitos humanos das medidas coercitivas unilaterais, como as que foram estabelecidas contra a Rússia após a anexação da península da Crimeia em março de 2014 e seu envolvimento posterior no conflito separatista no leste da Ucrânia.

O relator Idriss Jazairy, que realizou uma extensa investigação e esteve em uma missão oficial à Rússia em abril para recopilar informação de primeira mão, conclui em seu relatório que as sanções deveriam começar a ser suspensas gradualmente, começando por aquelas que afetaram a população.

A comunidade internacional mantém a Rússia sob um regime de sanções que incluem o bloqueio de ativos, proibição de viagens e medidas setoriais nas áreas das finanças, defesa e serviços petroleiros.

O relatório oferece dados sobre a forte deterioração da economia russa desde 2014 - redução dos investimentos per capita, aumento do número de pessoas vivendo em situação de pobreza e desaceleração do crescimento macroeconômico - mas conclui que este não se deveu unicamente às sanções, mas também à queda do preço do petróleo nesse mesmo ano.

A economia russa, além disso, está se recuperando e o rublo subiu 15% nos últimos 12 meses, acrescenta.

No entanto, o impacto das sanções não recai exclusivamente sobre a Rússia, mas também nos países que as criaram, com um custo de US$ 3,2 bilhões mensais, que atinge principalmente a União Europeia, de acordo com o relator.

Perante esta evidência, Jazairy considera que após três anos de implementação das medidas punitivas contra a Rússia, se requer "uma avaliação da sua efetividade".

"Recomendo que isto seja feito sem demora", concluíu Jazairy.

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