Prêmios Nobel pedem à ONU intervenção "imediata" na crise dos rohingyas

Daca, 13 set (EFE).- Cerca de 30 vencedores do Prêmio Nobel, ex-presidentes e ex-chanceleres pediram nesta quarta-feira em uma carta aberta ao Conselho de Segurança que a ONU intervenha imediatamente para conter os crimes contra humanidade que estão sendo cometidos contra a minoria muçulmana rohingya em Mianmar.

"A tragédia humana e os crimes contra a humanidade que estão ocorrendo na região de Arakan (estado de Rakhine) em Mianmar precisam de uma imediata intervenção", afirmaram as personalidades na carta, divulgada hoje em Daca pelo escritório do vencedor do Prêmio Nobel da Paz Muhammad Yunus.

Além dele, outras 26 pessoas, entre elas 12 premiados com o Nobel, como a ativista paquistanesa Malala Yousafzai, assinaram a carta que pede "medidas conclusivas" e que alerta que, caso contrário, a situação na região ficará pior.

"O governo de Mianmar precisa ouvir que a ajuda internacional e financeira está condicionada a uma grande mudança na política para os rohingyas", afirma o texto.

As personalidades pedem que o Conselho de Segurança pressione Mianmar para implementar as recomendações feitas em agosto pela comissão presidida pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan.

O grupo propôs uma discussão sobre os direitos dos rohingyas para resolver a violência secretária de Mianmar em Rakhine, com medidas para acelerar o processo de verificação do status de cidadania e considerar a concessão de nacionalidade por naturalização.

Os rohingyas são considerados apátridas por Mianmar.

A carta pede que o país comece a permitir visitas regulares de observadores internacionais às áreas mais vulneráveis onde vivem os rohingyas e constitua um comitê para supervisionar a implementação das recomendações de Annan.

A última crise começou no último dia 25 de agosto, quando um ataque de um grupo insurgente rohingya contra policiais e soldados no estado de Rakhine, no noroeste de Mianmar, foi respondido com uma operação militar na região.

Desde então, quase 300 mil membros da minoria fugiram para Bangladesh e cerca de 100 morreram tentando chegar ao país vizinho.

O grupo insurgente, o Exército de Salvação Rohingya de Arakan, declarou no último sábado o início de um cessar-fogo de um mês para permitir a entrada de assistência humanitária, mas o governo de Mianmar rejeitou a trégua.

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