Kremlin qualifica de "terrorismo telefônico" onda de ameaças de bomba

Moscou, 14 set (EFE).- O Kremlin qualificou de "terrorismo telefônico" a onda de ameaças de bomba que ocorrem há vários dias na Rússia e que obrigaram nesta quinta-feira a evacuar edifícios governamentais e shoppings em São Petersburgo.

"Sem dúvida alguma, isto é terrorismo e vandalismo telefônico. O presidente (Vladimir Putin) foi informado disso assim que começou a enxurrada de chamadas", disse à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Peskov afirmou que os serviços pertinentes estão tomando todas as medidas de segurança necessárias para esclarecer quem está por trás de tais ameaças, sobre cuja procedência não quis especular, apesar de alguns meios locais considerarem que têm sua origem na Ucrânia.

"Esperamos os resultados", disse Peskov, depois que hoje foram evacuadas mais de 15 mil pessoas em 20 colégios na capital russa após chamadas sobre ameaças de bomba.

No total, mais de 40 mil pessoas tiveram que ser evacuadas na capital russa por essas chamadas.

Hoje foi a vez de quase todos os grandes shoppings de São Petersburgo, um total de 12, de onde foram evacuados tanto o pessoal como os clientes, e o mesmo ocorreu em outro shopping de Kazan.

Também tiveram que ser evacuados os edifícios oficiais situados no centro da antiga capital russa.

As ligações telefônicas começaram em 10 de setembro na cidade siberiana de Omsk, após se estenderem a outras 25 cidades da parte europeia do país e da Sibéria como Irkutsk, Perm, Saratov, Rostov, Krasnoyarsk e Samara.

As autoridades enumeraram hoje em 150 mil as pessoas evacuadas nos últimos três dias em diversos edifícios, entre organismos oficiais, escolas e shoppings.

Isso sim, não informaram sobre os possíveis autores das chamadas, ainda que meios locais apontaram para a Ucrânia como a origem de 90% das chamadas e inclusive para o Estado Islâmico como o mais provável autor das mesmas.

Em nenhum dos lugares evacuados foram encontradas bombas, segundo informaram as forças de segurança.

A embaixada dos EUA em Moscou recomendou aos seus cidadãos que se não visitem os lugares que foram evacuados nestes últimos dias por avisos de bomba.

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