Mais de 100 jovens sequestradas pelo Boko Haram há 3 anos voltam para casa

Abuja, 14 set (EFE).- As 106 meninas libertadas após permanerecem por quase 3 anos sequestradas pelo grupo terrorista Boko Haram retornarão nesta quinta-feira para suas casas em Chibok, no nordeste da Nigéria, para passar duas semanas com suas famílias antes de retornarem ao colégio, informou a imprensa local.

As jovens, que desde que foram postas em liberdade foram cuidadas pelo Governo em Abuja, onde receberam tratamento médico e psicológico, voltarão ao colégio na Universidade Americana de Yola, capital do estado nordeste de Adamawa, assegurou a ministra nigeriana da Mulher e Desenvolvimento Social, Aisha Alhassan.

O Boko Haram libertou 21 delas em outubro de 2016 e 82 em maio de 2017 após as negociações com o Executivo nigeriano nas quais intervieram a Suíça e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR).

Apesar de ainda restarem 113 em mãos dos terroristas, as negociações para a liberdade das mesmas "estão progredindo", explicou Alhassan em declarações recolhidas pelo jornal "The Cable".

"Asseguro que muito em breve (...) conseguiremos a liberdade do resto de meninas", acrescentou.

As jovens fazem parte do grupo de mais de 200 alunas de uma escola de Chibok que foram sequestradas pelo Boko Haram em 14 de abril de 2014, quando atacaram o local com uma dezena de caminhonetes e atearam fogo a edifícios públicos e moradias.

Algumas das que conseguiram escapar alertaram que as reféns mais jovens sofriam até 15 estupros por dia e que os sequestradores estavam obrigando as mesmas a se converterem ao Islã.

O caso das menores de Chibok chamou a atenção internacional graças à campanha sob a lema "Bring back our girls" ("Devolvam nossas meninas"), à qual se uniram famosos e cidadãos de todo o mundo.

O sequestro comoveu a comunidade internacional e deu notoriedade ao Boko Haram, inclusive antes de consagrar como braço do jihadista Estado Islâmico (EI) na África ao declarar o seu próprio califado no norte do país.

O Boko Haram, que significa em línguas locais "a educação não islâmico é pecado", luta por impor um Estado islâmico nesta zona da Nigéria, onde a maior parte da população é muçulmana.

Atualmente, a organização ostenta o recorde de ser o grupo terrorista mais impiedoso do continente, com mais de 20 mil mortes e um milhão de deslocados.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos