Malásia rebaixa para 23 o número de mortos no incêndio em escola

Bangcoc, 14 set (EFE).- As autoridades da Malásia cifraram em 23 o número de pessoas mortas - 21 estudantes e dois professores-, e elevaram para o sete o de feridos no incêndio que ocorreu nesta quinta-feira em uma escola.

O ministro de Saúde da Malásia, Subramaniam Sathasivam, confirmou em coletiva de imprensa que há 23 corpos no Hospital de Kuala Lumpur e solicitou ajuda aos familiares para identificá-los, segundo a imprensa local.

"Muitos estão irreconhecíveis pelas queimaduras, por isso necessitaremos de amostras de DNA de seus familiares para determinar as identidades", indicou Subramaniam.

Sobre os feridos, o ministro revelou que "dois estão na unidade de queimados", "alguns necessitaram de cirurgia" e outros "têm fraturas e ossos quebrados, danos nos pulmões e no fígado".

Os sete feridos fazem parte dos 12 estudantes e dois professores que conseguiram escapar do edifício.

O Ministério de Saúde ofereceu apoio psicológico aos familiares das vítimas.

O fogo foi declarado pouco antes do amanhecer no colégio Darul Quran Ittifaqiyah, situado no nordeste de Kuala Lumpur, e se propagou pelo segundo andar do imóvel.

Arikato Musimira, vizinho do centro, disse que testemunhou quando um dos estudantes pulou da janela para fugir das chamas e de como outros gritavam: "Meu Deus!, Fogo, fogo, fogo!".

As vítimas mortais são 21 estudantes, com idades compreendidas entre 13 e 17 anos, e dois professores.

"Acreditamos que o fogo começou justamente na porta, impedindo qualquer chance de fuga", apontou aos meios o chefe policial da capital, Amar Singh, no lugar do facto.

O oficial informou que foi aberta uma investigação para determinar a origem do incêndio.

O premiê do país, Najib Razak, enviou suas condolências aos familiares dos mortos em uma mensagem publicada no Twitter desde os Estados Unidos, onde realiza uma visita oficial.

Segundo a imprensa local, os bombeiros alertaram em agosto sobre as escassas medidas de segurança contra incêndios em centros religiosos privados.

As autoridades disseram então que desde 2015 foram registrados 211 incêndios nestes estabelecimentos.

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