Casa Branca afirma que consolidação de Maduro "desestabiliza" toda a região

Washington, 15 set (EFE).- A Casa Branca está preocupada por acreditar que a consolidação do regime do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, "desestabiliza" toda a região, e o presidente Donald Trump quer trabalhar com a Organização dos Estados Americanos (OEA) por uma "solução pacífica", segundo disse nesta sexta-feira à Agência Efe uma das suas assessoras.

"O presidente está focado em trabalhar com a OEA para buscar uma solução pacífica ao assunto da Venezuela", declarou Helen Aguirre Ferré, assessora de Trump e diretora de assuntos de imprensa da Casa Branca, durante uma entrevista à Efe.

"Qualquer um se preocupa enormemente quando olha o regime de Maduro se consolidar um pouco mais e desestabilizar tudo que é América do Sul", acrescentou Ferré.

Os efeitos da crise venezuelana em países vizinhos como a Colômbia - "e o governo colombiano foi muito aberto sobre este tema" - é algo que "também não se pode ignorar", completou.

A assessora confirmou que Trump jantará na próxima segunda-feira em Nova York, às vésperas do seu primeiro discurso perante a Assembleia Geral da ONU, com os governantes de cinco países latino-americanos (Brasil, Argentina, Colômbia, Panamá e Peru) para abordar precisamente a crise venezuelana.

"Vão falar da Venezuela e da importância de encontrar uma solução, Deus queira que seja pacífica, para as aspirações do povo venezuelano", destacou Ferré.

Segundo a assessora de Trump, esse povo venezuelano "procura viver e retornar ao país democrático que tiveram antes", onde "se respeitavam os direitos humanos, viviam com prosperidade e não tinham que passar fome".

Ao ser perguntada por algumas declarações de Trump do mês passado, nas quais sustentou que os Estados Unidos tinham muitas opções para a Venezuela, inclusive uma possível "via militar" se for necessário, Ferré disse que "realmente" o único "violento foi o regime de Maduro, contra seu próprio povo".

Em seguida, defendeu as diferentes rodadas de sanções financeiras que os EUA adotaram contra o governo de Maduro nos últimos meses e lembrou que foram elaboradas para castigar "os que lastimam a democracia e tentar proteger o povo venezuelano".

Por fim, Ferré ressaltou que, desde que chegou à Casa Branca, Trump teve "muitas conversas" com seus homólogos latino-americanos para abordar a situação na Venezuela e outros muitos assuntos.

"Realmente a relação que (Trump) estabeleceu com vários presidentes de nosso hemisfério é algo que deveria fazer-nos sentir muito orgulhosos e sentir-nos mais seguros", concluiu.

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