Catar pede à ONU envio de missão para verificar abusos de direitos

Genebra, 15 set (EFE).- O presidente do Comitê Nacional de Direitos Humanos do Catar, Ali bin Smaikh al Marri, pediu nesta sexta-feira à ONU que envie uma "comissão técnica" ao país para verificar violações das liberdades fundamentais supostamente causadas pelo "bloqueio" de quatro países do Golfo.

"Pedimos ao alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Raad al Hussein, que envie uma comissão técnica para o Catar a fim de verificar as violações de direitos humanos e o bloqueio, e para visitar todas as vítimas", disse Marri em coletiva de imprensa.

O dirigente explicou que um relator especial da ONU já prometeu ao Catar visitar o país para avaliar o impacto do bloqueio imposto por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito.

Marri disse que espera que sejam tomadas medidas contra todos estes procedimentos aplicados por esses quatro países, que romperam relações diplomáticas com Catar em junho e lhe impuseram uma série de sanções econômicas e políticas, após acusá-lo de financiar o terrorismo, alegação negada taxativamente pelo Governo catariano.

Segundo Marri, o Comitê que dirige recebeu 3.446 denúncias de diferentes violações de direitos humanos desde o dia 5 de junho, relacionadas com separação de famílias, liberdade de movimento, saúde, educação, propriedade, religião, trabalho e residência.

"Não há nem uma família no Catar ou do Conselho de Cooperação do Golfo que não tenha algum laço familiar com os países que impuseram o bloqueio", explicou Marri.

Perguntado sobre o que pensa dos esforços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de motivar o diálogo entre as partes, Marri disse que qualquer medida que apoie a mediação ou outras iniciativas voltadas a aliviar "o sofrimento dos cidadãos catarianos são bem-vindas".

Quanto às acusações dos países do Golfo de que o Catar apoia o terrorismo, Marri finalizou a coletiva dizendo que se isto acontecesse, "não deveria afetar os direitos humanos".

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