Coreia do Norte diz que queria "acalmar a beligerância dos EUA" com míssil

Seul, 16 set (EFE).- A Coreia do Norte declarou nesta sexta-feira que o lançamento de seu mais recente míssil balístico foi realizado com o objetivo de "acalmar a beligerância dos Estados Unidos" e estabelecer um equilíbrio para que o governo americano "não se atreva a falar de opção militar".

O teste de quinta-feira, que Pyongyang confirmou ter envolvido o lançamento de um míssil balístico de médio-longo alcance Hwasong-12, "aconteceu com o objetivo de acalmar a beligerância dos EUA, que recentemente clamaram por usar força militar contra a República Popular Democrática da Coreia (nome oficial do país)", informou a agência estatal "KCNA".

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, que mais uma vez supervisionou o lançamento, assegurou que o "objetivo final (da Coreia do Norte) é estabelecer um equilíbrio de força real com os EUA e fazer com que seus governantes não se atrevam a falar de opção militar", motivo pelo qual defende continuar a provar suas capacidades com mais experimentos.

Kim ressaltou que deveria "mostrar com clareza" como que, "apesar do bloqueio e de sanções ilimitadas", a Coreia do Norte alcança o objetivo de ampliar a sua força nuclear.

Pyongyang visa expandir as suas capacidades para miniaturizar ogivas nucleares que possam ser instaladas em mísseis intercontinentais e sejam capazes de alcançar o território americano.

O último projétil disparado alcançou uma altitude máxima de 770 quilômetros e voou por 3.700 quilômetros, segundo Tóquio e Seul, uma distância superior à dos outros dois testes anteriores realizado com o Hwasong-12 e suficiente para chegar à ilha de Guam, que abriga importantes bases americanas no Oceano Pacífico.

"O míssil balístico disparado cruzou o céu sobre (a ilha de) Hokkaido no Japão, segundo a rota de voo estabelecida, e atingiu com precisão as águas no Pacífico", relatou a "KCNA".

Kim comemorou o "sucesso" do teste e declarou que a eficácia de combate e a fiabilidade do projétil foram "totalmente verificadas".

O líder norte-coreano fez um pedido aos cientistas para que continuem a realizar testes "significativos e práticos" no futuro, e enfatizou a "necessidade de correr a toda velocidade e para frente", consolidando a capacidade de ataque militar de seu país para efetuar "um contra-ataque nuclear que os EUA não possam fazer frente".

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