Exército sírio procura garantir segurança de base aérea de Deir ez Zor

(corrige nome da cidade)

Beirute, 15 set (EFE).- As forças do Governo da Síria procuram aumentar o perímetro de segurança ao redor do aeroporto militar da cidade de Deir ez Zor, no nordeste do país, onde nesta sexta-feira enfrentaram os combatentes do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Os confrontos se estenderam desde as imediações da base aérea até o povoado de Jafra, perto do aeroporto, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Também houve confrontos na localidade de Muhsen, na periferia de Deir ez Zor.

No sábado passado, o exército sírio, com a cobertura da aviação russa, rompeu o cerco dos jihadistas à base aérea de Deir ez Zor, após mais de três anos de isolamento.

Por outro lado, aviões de combate não identificados retomaram os bombardeios contra diferentes partes da província de Deir ez Zor, após o massacre realizado ontem por aparelhos da coalizão internacional, liderada por Estados Unidos e Rússia, que mataram mais de 50 pessoas em povoados do leste da região.

Durante esta sexta-feira, pelo menos cinco pessoas, todas elas familiares de milicianos do EI, morreram após um ataque aéreo na localidade de Al Ashara.

Houve bombardeios parecidos nas regiões de Al Jarita, Al Shamitia e Ayash, que causaram danos materiais.

Além disso, um ataque de aviões de origem desconhecida teve como alvo um veículo de seguidores do EI na área de Al Quria, no leste da província de Deir ez Zor, onde há informações não confirmadas de que poderia haver extremistas mortos.

O Observatório informou que o ataque poderia ter sido feito pela coalizão internacional, que apoia as Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada encabeçada por milícias curdas.

Atualmente, Deir ez Zor é palco de duas ofensivas das tropas governamentais sírias e das FSD, que se centraram, por enquanto, na capital homônima e nos seus arredores.

As FSD lutam também contra o EI na cidade de Al Raqqa, o outro reduto que resta aos radicais na Síria, onde a principal milícia curdo-síria, as Unidades de Proteção do Povo (YPG, na sigla em curdo) - componente mais importante das FSD -, asseguraram hoje que recuperaram 70% de seu território.

Em um comunicado publicado na internet, as YPG destacaram que os combates aumentaram "drasticamente" na última semana no centro de Al Raqqa.

A nota destaca que os jihadistas se escondem entre os civis e no Hospital Nacional, bem como em outros lugares afastados dos bombardeios da coalizão.

As YPG detalharam que atualmente as hostilidades se concentram nas proximidades desse centro de saúde, que deixou de funcionar há algum tempo e onde há franco-atiradores do EI postados.

As milícias curdas e os seus aliados, que contam, além disso, com o apoio de forças especiais dos EUA no terreno, iniciaram em junho a sua ofensiva contra o EI em Al Raqqa.

Nos últimos meses, a organização extremista, que chegou a dominar amplas partes do território na Síria e no Iraque, perdeu alguns dos seus principais domínios em ambos os países.

No caso da Síria, o EI retrocedeu notavelmente nos últimos quatro meses e tem ficado sem 70% do território que tinha no seu poder, segundo o Observatório.

Desde o dia 6 de maio, os extremistas passaram de controlar 72.300 quilômetros quadrados, 39,1% da Síria, a dominar 12,3%, que equivale a 22.800 quilômetros quadrados.

O Observatório mede as perdas dos radicais desde essa data, porque é quando entrou em vigor na Síria o acordo para a criação de zonas de distensão no país, que reduziu a violência em algumas partes, o que permitiu às forças governamentais se concentrar na luta contra o EI.

De fato, o esquadrão que mais avançou neste tempo foi o dos leais ao Governo sírio, que atualmente controla 48% do território, 89 mil quilômetros quadrados, frente a 19,3% (36 mil quilômetros quadrados) que tinha nas suas mãos em maio.

A ONG destacou que o apoio da Rússia foi determinante para este progresso do Governo.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos