Presidente do Equador denuncia ter encontrado câmera oculta em seu escritório

Quito, 15 set (EFE).- O presidente do Equador, Lenín Moreno, denunciou nesta sexta-feira que encontrou uma câmera escondida em seu escritório, no Palácio de Carondelet, sede do Executivo.

A denúncia foi feita durante uma reunião com seu gabinete, na qual detalhou que o serviço de proteção presidencial detectou ontem a câmera, cuja instalação, segundo lhe informaram, foi ordenada há sete ou oito anos por seu antecessor e correligionário no movimento Aliança País, Rafael Correa.

"Acontece que no dia de ontem estava funcionando e não sabemos quantas vezes esteve funcionando", disse Moreno, acrescentando que a descoberta aconteceu por acaso.

Moreno classificou como "falta de delicadeza" que seu antecessor não tenha lhe informado da existência da câmera que, supostamente, monitorava por meio de seu telefone celular.

"Não me informam que existia a câmera, em primeiro lugar, e, em segundo lugar, o serviço de proteção presidencial que tinha o presidente Rafael Correa não informa ao serviço de proteção presidencial de quem lhe substitui", comentou.

Moreno, que assumiu o poder no último dia 24 de maio, mantém uma espécie de queda de braço com o ex-governante, que vive na Bélgica (país de origem da sua esposa) e costuma usar o Twitter para publicar duras críticas contra a administração do seu sucessor.

A discussão, que iniciou por assuntos políticos, se aprofundou quando Moreno revelou que a situação econômica em que tinha encontrado o país é crítica, o que contrasta com a garantia feita por Correa de que entregava "a mesa servida" ao novo governo quando deixou o comando após uma década no poder.

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