Refugiados centro-africanos superam os 510 mil, adverte Acnur

Genebra, 15 set (EFE).- A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) alertou nesta sexta-feira que o número de refugiados da República Centro-Africana em países vizinhos já chega a 513.676, o mais elevado desde o início da crise nesse país em 2013.

O porta-voz da Acnur, Andrej Mahecic, explicou em coletiva de imprensa que, além disso, há cerca de 600 centro-africanos deslocados dentro do país.

Na República Democrática do Congo (RDC) o número de refugiados centro-africanos tinha aumentado no final de agosto para 167.004, dos quais quase 40% chegou por causa da nova onda de violência na República Centro-Africana.

Muitos fugiram para áreas remotas, onde apenas têm acesso a alimentos, água limpa e serviços médicos, disse o porta-voz.

A Acnur conseguiu ajudar ali cerca de 18 mil recém chegados, apesar da forte chuva, da falta de estradas e do fato de que os refugiados estejam espalhados em território ao longo de centenas de quilômetros.

Camarões acolhe cerca de 236.732 refugiados centro-africanos, dos quai mais de 7.000 fugiram desde julho da violência na parte ocidental do seu país.

No Chade estão 74.450 centro-africanos, a maioria dos quais fugiu para esse país durante os meses de verão e são, na maioria, mulheres e crianças do noroeste da República Centro-Africana.

Além disso, há 31.499 refugiados na República do Congo, segundo os dados da Acnur.

Muitos novos deslocados foram testemunhas de assassinatos, roubos, saques e sequestros, e inclusive depois de chegar a lugares seguros correm o risco de serem atacados por grupos armados que deixam a região, afirmou Mahecic.

O porta-voz explicou que a insegurança impede a Acnur e outras agências humanitárias de avaliar totalmente o dano.

O país vive um complicado processo de transição desde que, em 2013, os ex-rebeldes da Séléka destituíram o presidente François Bozizé, o que gerou uma onda de violência sectária entre muçulmanos e cristãos que causou milhares de mortos.

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