Polícia retira deputados trancados no Congresso por conta de protesto

Cidade da Guatemala, 16 set (EFE).- As forças antimotins da Polícia Nacional da Guatemala tiraram, neste sábado, os deputados que estavam trancados no Palácio Legislativo e que não puderam sair após sete horas de clausura por conta de uma manifestação, que não permitiu a saída de onde estavam desde às 13h (hora local).

Milhares de manifestantes protestaram desde a manhã de ontem, em um dia de maratona que terminou com a evacuação dos congressistas por cerca de 200 policiais, confirmou o ministro do Interior, Francisco Rivas, à Agência Efe, na sede da Comissário Central, para onde foram levados os legisladores, funcionários administrativos e jornalistas.

O ministro Rivas explicou que o protesto tinha sido "pacífico", mas o fato de que os manifestantes não permitissem a saída dos deputados, a quem pediam suas renúncias, derivou na respectiva evacuação.

A mobilização maciça teve sua origem na última quarta-feira, pois os legisladores aprovaram duas reformas no código penal - uma para abrandar o financiamento eleitoral ilícito e outra para estender a comutação de penas - o que deixou a população irritada.

Apesar com o Tribunal Constitucional protegendo a Procuradoria dos Direitos Humanos e outras entidades que apresentaram ações legais contra a reforma, e que o Congresso legislasse ontem para reverter a ação, a população, indignada, só queria que renunciassem.

Após às 15h (horário local, 18h de Brasília) de ontem, quando terminou a votação unânime (130 votos a favor) da não aprovação dos decretos, os manifestantes que estavam em frente ao Palácio Nacional da Cultura (entidade de governo), bloquearam cada entrada ou saída do Palácio Legislativo e seus anexos.

Os deputados permaneceram até escurecer e mais tarde, preocupados com a integridade deles, entraram na câmara no escuro.

As opiniões dentro da Câmara eram diversas, variavam entre moderadas, alarmistas e reflexivas.

Alguns conservadores como Carlos Zachrisson, do Partido de Avançada Nacional (PAN), alegaram que os manifestantes eram "violentos" ou uma "máfia".

Outros se diziam "sequestrados", como a deputada Patricia Sandoval, do governante Frente de Convergência Nacional (FCN-Nação) e alguns até qualificaram de "bêbados" e "drogados" os manifestantes, como Fernando Linares, também do PAN.

Os policiais lançaram gases lacrimogêneos nos manifestantes através da entrada principal do Palácio Legislativo e utilizaram ônibus e caminhões para a retirada dos 129 deputados.

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