Rússia diz ter informado aos EUA sobre ataques em Deir ez Zor

Moscou, 17 set (EFE).- A Rússia alegou ter informado aos Estados Unidos sobre as áreas da província de Deir ez Zor, na Síria, que são alvos de seus aviões militares, por isso disse não entender como milícias curdas apoiadas por Washington acabaram em territorios controlados pelo Estado Islâmico (EI).

"Só os representantes da coalizão internacional podem responder de que maneira seus conselheiros e a oposição (moderada) conseguiram se infiltrar em áreas controladas pelo Estado Islâmico na parte oriental de Deir ez Zor", disse o porta-voz do Ministério de Defesa da Rússia, o general Igor Konashenkov.

As Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por milícias curdas e apoiadas pelos EUA, denunciou ontem que aviões russos e sírios as bombardearam nos arredores de Deir ez Zor e que o ataque deixou seis milicianos feridos.

"Para evitar escaladas desnecessárias, o comando das tropas russas na Síria informou aos americanos sobre as fronteiras dentro das quais realiza a operação militar em Deir ez Zor. A aviação russa ataca pontualmente apenas regiões controladas pelo EI", afirmou Konashenkov no comunicado.

As forças russas, segundo o general, "destroem em primeiro lugar pontos a partir dos quais os terroristas atiram nas tropas sírias" em ambas as margens do Eufrates.

Por sua vez, as FSD disseram que tiraram dos jihadistas o controle da região na qual foram atacados por aviões russos.

A província de Deir ez Zor é alvo de uma ofensiva das tropas governamentais sírias, com apoio da Rússia, e de outra, iniciada no sábado por grupos armados ligados à coalizão internacional.

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