Casa Branca antecipa que Trump fará discurso "filosófico" na ONU

Nações Unidas, 18 set (EFE).- O discurso com o qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estreará amanhã na Assembleia Geral da ONU será "profundamente filosófico", mas incluirá críticas claras aos países que mais lhe preocupam: Coreia do Norte, Irã e Venezuela, segundo adiantou nesta segunda-feira a Casa Branca.

A esperada estreia do governante americano na Assembleia Geral, programada para esta terça-feira pela manhã, se centrará em explicar como sua doutrina de "Estados Unidos primeiro", de claro tom isolacionista, se encaixa com seu chamado a uma maior cooperação internacional em temas como o combate ao terrorismo.

"Este discurso representa uma declaração do presidente ao mundo sobre como os Estados Unidos se encaixam no mundo, como operam os Estados Unidos, quais são os seus valores e como se relacionam com outros países. É um discurso profundamente filosófico", disse hoje aos jornalistas um funcionário americano que pediu anonimato.

Nesse sentido, Trump tentará explicar "que o princípio de 'Estados Unidos primeiro' é coerente com o objetivo da cooperação internacional, porque todos os países que são soberanos põem em primeiro lugar seus próprios cidadãos", indicou a fonte.

"Os países que enfrentam ameaças comuns deveriam trabalhar lado a lado como uma coalizão de nações fortes, livres e independentes", acrescentou o funcionário.

Além de expor esse conceito, Trump se referirá a problemas concretos, entre eles "a crise na Venezuela", um assunto sobre o qual falou nesta segunda-feira durante um jantar com vários líderes latino-americanos em Nova York, entre eles o presidente Michel Temer.

O terrorismo será outro tema central do discurso, da mesma forma que os testes nucleares e de mísseis "perigosos e hostis" da Coreia do Norte e as atividades do Irã no Oriente Médio, segundo detalhou o funcionário.

Trump "convocará outros países a fazer sua parte na hora de enfrentar essas ameaças, a compreender que é algo compartilhado e que as nações não podem ser espectadoras da história, porque, se não se atua agora, estes problemas apenas se agravarão", opinou a fonte.

Quando perguntado se Trump se dirigirá explicitamente à China ou à Rússia para pedir que façam mais perante a Coreia do Norte, o funcionário se limitou a responder que "todos os que devem receber uma mensagem através do discurso entenderão que mensagem lhes está sendo enviada".

O governante americano, que diminuiu ultimamente suas críticas à ONU, mas insiste na necessidade de reformar a organização, lembrará no seu discurso que a instituição "foi concebida com a idéia de reunir Estados independentes para que cooperassem lado a lado", indicou o funcionário.

Portanto, Trump defenderá que se abandone esquemas que imponham condições aos países "de cima para abaixo" ou estabeleçam "um marco ideológico para a cooperação mundial", e pedirá que se aposte, por outro lado, em um "realismo com princípios", segundo a fonte.

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