Confrontos se intensificam e põem fim à trégua no leste da Ucrânia

Kiev, 18 set (EFE).- Uma elevação nos confrontos entre o Exército da Ucrânia e os rebeldes pró-Rússia no leste do país nas últimas semanas pôs fim ao cessar-fogo iniciado em 25 de agosto para permitir o início normal do ano letivo das escolas da região.

Membros da Operação Antiterrorista das Forças Armadas da Ucrânia (ATO) informaram hoje que a volta das hostilidades nas regiões de Donetsk e Lugansk se intensificou após o registro de múltiplos bombardeios nos últimos dias, com uso de artilharia pesada.

Os dois lados trocaram acusações de violação do cessar-fogo neste fim de semana. A trégua foi acertada dentro do âmbito do Grupo de Contato de Minsk, que tem como mediadores a Rússia e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

Com a chegada de Donald Trump ao poder, os Estados Unidos passaram a defender o envio de tropas de pacificação da ONU para a zona do conflito, incluindo a fronteira entre Ucrânia e Rússia.

A proposta foi defendida pelo representante do Departamento de Estado dos EUA para a Ucrânia, Kurt Walker, durante um discurso no Fórum Estratégico Europeu de Yalta (YES, na sigla em inglês), realizado em Kiev.

Walker disse ainda que as condições da missão de paz não devem ser negociadas com os líderes das autoproclamadas repúblicas separatistas.

"Há uma força externa que usa parte da população civil para criar uma situação sobre o terreno. Querem que negociemos com os rebeldes porque isso liberaria a Rússia de qualquer responsabilidade", disse o diplomata americano.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, considerou que a chegada de forças de paz da ONU pode ser uma ferramenta para conter o fluxo de armas e tropas enviadas pela Rússia para a região. Além disso, ele ressaltou a importância da manutenção das sanções internacionais contra o país vizinho por causa do conflito.

"O Kremlin segue sem reconhecer seus crimes. As sanções contra a Rússia devem ser mantidas até a total implementação dos Acordos de Minsk e o restabelecimento da soberania da Ucrânia sobre a Crimeia e Donbass", disse Poroshenko.

A Rússia, no entanto, afirma que soldados do país nunca entraram em confronto com o Exército da Ucrânia em Donbass e nega também ter fornecido armamentos aos rebeldes separatistas.

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