Islândia realizará eleições legislativas antecipadas em 28 de outubro

Copenhague, 18 set (EFE).- A Islândia realizará eleições legislativas antecipadas no dia 28 de outubro, comunicou nesta segunda-feira o presidente do país, Guðni Th. Johannesson, três dias após a ruptura da coalizão do governo de centro-direita.

O anúncio foi feito após uma reunião com o primeiro-ministro, o conservador Bjarni Benediktsson, que tinha apresentado a solicitação de dissolução do Parlamento ao não conseguir formar uma nova coalizão estável e com maioria absoluta no último fim de semana.

A crise explodiu na sexta-feira, quando o partido centrista Futuro Brilhante deixou o governo alegando perda de confiança em seus aliados por conta de um escândalo que envolve Benediktsson.

O premiê foi advertido em julho pela ministra de Justiça de que seu pai tinha enviado uma carta às autoridades pedindo a reabilitação pública de um amigo condenado por abusos sexuais à sua enteada menor de idade.

No entanto, o Benediktsson ocultou a informação, até que ela se tornou pública na semana passada.

Na Islândia existe um procedimento legal pelo qual pessoas que cumprem penas por crimes graves podem ter "sua honra restituída" se cumprirem várias condições, entre elas contar com uma carta de recomendação de outras pessoas, o que permitiria uma candidatura às eleições.

O primeiro-ministro, que ha três dias disse em entrevista coletiva que a ruptura da coalizão foi "apressada" e mostrou sua intenção de convocar eleições, se distanciou das ações de seu pai e justificou ter mantido a mesma confidencialidade que adotou em outros processos anteriores.

Após dois meses de negociações e várias tentativas fracassadas, o Partido da Independência (vencedor das eleições realizadas em outubro), o Futuro Brilhante e o Partido Reformista formaram em janeiro uma coalizão, que agora se transformou no governo mais curto na história da Islândia.

A aliança controlava 32 dos 63 cadeiras do Parlamento, quatro delas do Futuro Brilhante.

O país realizará suas segundas eleições antecipadas em um ano: as anteriores aconteceram por conta da renúncia do primeiro-ministro anterior, o centrista Sigmundur Davíð Gunnlaugsson, ao ser revelado seu vínculo com o caso dos "Panama Papers".

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