Justiça egípcia condena a prisão perpétua 43 islamitas por protestos de 2013

Cairo, 18 set (EFE).- Um tribunal do Egito condenou nesta segunda-feira a prisão perpétua 43 membros e simpatizantes do grupo islamita Irmandade Muçulmana pelos incidentes registrados nos dias 16 e 17 de agosto de 2013 perto da mesquita de Al Fateh, na praça de Ramses, no centro de Cairo, capital do país.

Uma fonte consultada pela Agência Efe indicou que os réus - 22 deles julgados à revelia - eram acusados de assassinato premeditado, profanação de templo religioso, vandalismo e também de planejar atentados terroristas.

Eles também foram considerados culpados por organizar a manifestação, destruir propriedade pública e privada, incendiar veículos, agredir agentes da polícia e por posse de armas.

No mesmo julgamento 17 pessoas foram condenadas a 10 anos de prisão. Além disso, 148 receberam uma pena de 10 anos pelos crimes e outras 221 permanecerão detidos por cinco anos.

O tribunal ainda absolveu 54 pessoas, entre eles o jovem irlandês Ibrahim Halawa, que tinha 17 anos quando foi preso em Cairo, onde estava de férias com as irmãs.

A Anistia Internacional afirmou hoje em comunicado que não há evidências de que Halawa participou dos incidentes violentos e que só foi preso por exercer pacificamente seu direito à liberdade de expressão e reunião.

Além disso, a organização criticou o "julgamento em massa e injusto" a que foram submetidos os quase 500 acusados e pediu que os condenados sejam julgados outra vez com base nos padrões internacionais.

O caso se refere aos incidentes que ocorreram após a sangrenta expulsão no dia 14 de agosto de 2013 de dois acampamentos de simpatizantes do ex-presidente Mohamed Mursi, que protestavam contra o golpe de Estado militar de 3 de julho no qual o ex-presidente islamita foi retirado do poder.

Os seguidores voltaram a se reunir dois dias depois na mesquita de Al Fateh. Depois da polícia ter mais uma vez dispersar os manifestantes, muitos se esconderam no templo religioso.

No dia seguinte, os agentes retiraram os manifestantes à força do tempo. Nos protestos que duraram dois dias, foram presas centenas de pessoas e dezenas delas morreram.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos