Aung San diz que não foge das responsabilidades e está ao lado dos rohingyas

Bangcoc, 19 set (EFE).- A líder de fato de Mianmar, Aung San Suu Kyi, disse, nesta terça-feira, que seu governo não foge de suas responsabilidades e está ao lado daqueles que sofrem, referindo-se a violência contra a minoria muçulmana rohingya no estado de Rakhine.

"Apesar de todos os esforços, não conseguimos parar o conflito. Não é a intenção do governo fugir de suas responsabilidades", disse Rakhine, durante entrevista coletiva, diante de diplomatas e autoridades.

"Condenamos todas as violações dos direitos humanos. Nos comprometemos com o estado de direito e a ordem", acrescentou a vencedora do Prêmio Nobel da Paz, em 1991.

Na coletiva, retransmitida ao vivo pela televisão local, Aung San Suu Kyi se comprometeu em levar ajuda humanitária à região, além de permitir o retorno dos refugiados rohingyas, se referindo a eles como "muçulmanos", que fugiram para para Bangladesh.

Ela também se comprometeu a resolver nos tribunais qualquer violação dos direitos humanos que possa ter ocorrido em Rakhine durante a ofensiva militar em resposta a um ataque de militantes rohingyas, no dia 25 de agosto.

A mensagem à nação da líder acontece dias depois que o secretário-geral da ONU, António Guterres, classificasse a crise dos rohingyas de limpeza étnica e pedisse a suspensão das ações militares.

No seu discurso, Aung San afirmou que as operações militares em Rakhine finalizaram no último dia 5.

No entanto, o êxodo continuou após esta data com a fuga de aproximadamente 400 mil rohingyas - metade mulheres e crianças - para a vizinha Bangladesh, onde sofrem com falta de alimentos, água e assistência sanitária.

Muitos rohingyas denunciaram terem sofrido ataques e violações por parte das forças de segurança, acusados também de terem queimado suas casas.

Estima-se que mais de 1 milhão de rohingyas viviam em Rakhine, vítimas de uma crescente discriminação desde o início da violência sectária de 2012, que causou pelo menos 160 mortes e deixou cerca de 120 mil rohingyas confinados em 67 campos de deslocados.

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