Indicado de Trump à embaixada na Rússia culpa ingerência eleitoral por tensão

Washington, 19 set (EFE).- Indicado pelo presidente Donald Trump para ocupar o cargo de embaixador dos Estados Unidos na Rússia, o ex-governador de Utah Jon Huntsman culpou nesta terça-feira a ingerência do Kremlin nas eleições do ano passado pelo "momento crítico" na relação entre os dois países.

"É um momento crítico nas relações entre os EUA e a Rússia", reconheceu o diplomata à Comissão do Senado que avalia sua nomeação, indicando que "não há dúvida" de que o Kremlin interferiu na campanha eleitoral que levou Trump à Casa Branca.

Huntsman apontou a interferência como principal causa do atual nível de "desconfiança" entre os dois países. No entanto, ressaltou a importância de restabelecer as boas relações com a Rússia, para poder avançar no objetivo comum de obter a "estabilidade global".

Governador de Utah entre 2005 e 2009, Huntsman conta com uma vasta experiência diplomática. Ele foi embaixador dos EUA na China entre 2009 e 2011, no governo de Barack Obama, e antes comandou a embaixada americana em Cingapura, entre 1992 e 1993.

O republicano, cuja possível nomeação foi bem vista na Rússia, não teve problemas em criticar o Kremlin por "ameaçar os interesses da União Europeia e por não respeitar os direitos humanos dos seus cidadãos", mas ressaltou que o problema está no governo do país, não com a população russa.

O diplomata esboçou um plano de trabalho baseado em quatro pilares: defender os interesses americanos em temas delicados como a luta contra o terrorismo e a situação na Ucrânia, melhorar a relação após o episódio de ingerência eleitoral, dar esperança aos cidadãos russos e garantir a segurança da equipe diplomática no país.

Huntsman reforçou esse último ponto, que estabeleceu como sua principal prioridade, e disse estar convencido que, apesar do corte de pessoal imposto recentemente pelo Kremlin, os 455 funcionários americanos que ainda permanecem na Rússia "cumprirão sua missão".

Em julho deste ano, a Rússia ordenou a redução do número de diplomatas americanos no país em resposta ao novo pacote de sanções econômicas aprovadas pelo Congresso americano por causa da interferência do Kremlin nas eleições de 2016.

A resposta do governo americano foi decretar, no último dia 31 de agosto, o fechamento do Consulado da Rússia em San Francisco e dois anexos diplomáticos, um em Washington e outro em Nova York.

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