Kirkuk rejeita destituição de governador que apoiou referendo no Curdistão

Erbil (Iraque), 19 set (EFE).- O conselho provincial de Kirkuk, no norte do Iraque, rejeitou oficialmente a destituição de seu governador, Neshmedin Karim, votada pelo Parlamento iraquiano após o apoio à realização do referendo do Curdistão, previsto para 25 de setembro.

Em um comunicado, o conselho rejeitou por maioria essa decisão tomada pela Câmara e a pedido do primeiro-ministro iraquiano, Haidar Al Abadi, no dia 14.

O presidente do Parlamento iraquiano, Selim al Yaburi, disse nesse dia que os parlamentares árabes pediram que fosse aprovada a destituição de Karim, uma questão que elevou ainda mais a tensão entre Bagdá e Erbil, capital da região autônoma do Curdistão.

O governador destituído assegurou, após a resolução, que a decisão do Parlamento era "nula".

"O Conselho de Kirkuk é o único que pode me destituir, não o premiê e nem o Parlamento iraquiano", disse então Karim.

A tensão em Kirkuk aumentou nestes últimos dias entre as diferentes etnias que habitam na zona - árabes, curdos, turcomanos e assírios, entre outros - depois que o conselho dessa província rica em petróleo e disputada por Bagdá e Erbil decidiu participar no referendo.

Ontem, uma pessoa morreu e três ficaram feridas por disparos de um grupo armado perto da sede de um partido turcomano durante um ato a favor do referendo de independência em Kirkuk, informou à Agência Efe o líder do Movimento Nacional Turcomano, Mohamed Murad.

O Supremo Tribunal do Iraque ordenou ontem a suspensão do referendo, enquanto o Parlamento iraquiano pediu na semana passada às autoridades que impedissem a realização da votação na região autônoma.

Desde que em 7 de junho a presidência curda convocou o referendo de independência, as instituições centrais se mostraram muito incomodadas e lançaram reiteradas advertências.

Além disso, as potências ocidentais se mostraram contrárias a esta convocação porque significaria o afastamento do principal objetivo do Iraque, ou seja, a luta por acabar com o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no país e significaria a ruptura da unidade do Iraque.

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