Milhares de pessoas se manifestam no Togo contra o presidente Ñasingbé

Lomé, 20 set (EFE).- Milhares de pessoas se manifestaram nesta quarta-feira no Togo para pedir a saída do presidente do país, Faure Ñasingbé, depois que o parlamento anunciou ontem a realização de um referendo para decidir se reforma a Constituição e limita assim os mandatos presidenciais, medida que consideram insuficiente.

Os manifestantes saíram às ruas na capital Lomé e outros pontos do país, como Bafilo, onde os participantes do protesto foram dispersados com bombas de gás lacrimogêneo pelas forças de segurança, e em Mango, onde incendiaram a sede do partido governante.

Forças políticas da oposição convocaram os togoleses, principalmente nas ruas da capital, para exigir a saída de Ñasingbé e que se restabeleça a Constituição original de 1992.

Togoleses ligados ao presidente fizeram outra marcha em apoio a Ñasingbé, no poder desde em 2005, após a morte de seu pai, Eyadema, que tinha governado o país desde o golpe de Estado de 1967.

Ontem o parlamento decidiu submeter a referendo a proposta de uma reforma constitucional, na qual pretende limitar os mandatos presidenciais, depois que a oposição boicotou a votação do projeto de lei.

Apesar do projeto de lei pretender limitar a dois o número de mandatos presidenciais e parlamentares, bem como realizar eleições em dois turnos, o seu caráter não é retroativo, razão pela qual não afetaria Ñasingbé, a quem acusam de querer perpetuar-se no poder.

Ñasingbé cumpre seu terceiro mandato de cinco anos, após ganhar as eleições em 2005, 2010 e 2015.

"Continuaremos a mobilização para tirar a este regime do poder", disse hoje o líder da oposição Jean-Pierre Fabre, da coalizão Combate por uma Alternância Política (CAP).

Por outro lado, o membro do partido governante, União pela República (UNIR), Anaté Kouméalo, defendeu que as "reformas são inclusivas e integrais para o interesse da nação".

Desde o final de agosto, centenas de milhares de manifestantes saíram às ruas em diferentes pontos do país para protestar contra o governante e pedir sua destituição imediata.

Após as últimas eleições, Fabre denunciou uma "fraude em massa" e se produziram distúrbios que deixaram pelo menos 500 mortos e milhares de deslocados, que se refugiaram em Gana e Benim.

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