Rohani descarta renegociar com EUA acordo sobre programa nuclear iraniano

Nova York, 20 set (EFE).- O presidente do Irã, Hassan Rohani, descartou nesta quarta-feira a possibilidade de renegociar com os Estados Unidos o acordo sobre seu programa nuclear assinado com seis potências em 2015.

"Na minha opinião, não é realista", afirmou Rohani em uma coletiva de imprensa em Nova York horas após ter participado do debate de alto nível da Assembleia Geral da ONU.

Rohani lembrou que o acordo nuclear, assinado pelo seu país, por uma parte, e por EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha pela outra, foi negociado durante anos, e agora os americanos parecem estar "buscando desculpas para rompê-lo".

O presidente dos EUA, Donald Trump, que ontem assegurou que o acordo nuclear com o Irã é "uma vergonha" para seu país, disse hoje que já tomou uma decisão sobre a participação do seu país, mas não quis revelar qual é.

Na terça-feira, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, declarou que seu país buscará "renegociar" este pacto multilateral, e espera contar com o apoio dos seus aliados para conseguir.

Rohani advertiu que tal medida não só não daria nenhum benefício aos EUA, como também provocaria "uma diminuição generalizada" da confiança internacional no país.

"Se o governo dos EUA sair do acordo, será condenado pelos seus próprios cidadãos e criticado pelo resto dos países", alertou o presidente do Irã.

O presidente iraniano acrescentou que, se os EUA acreditam que rompendo o acordo vão pressionar o Irã, "estão equivocados", ao mesmo tempo em que insistiu que, se um país ou um indivíduo rompe o pacto, não vai conseguir nada além que "envergonhar a si mesmo".

Na coletiva de imprensa, o presidente iraniano assegurou que, no discurso perante a Assembleia Geral que pronunciou ontem, Trump foi "muito ofensivo com o povo iraniano".

Em todo caso, o que Teerã espera é "uma desculpa" da parte dos EUA.

Nesse discurso de terça-feira, Trump acusou o governo de Teerã de falar "abertamente de assassinatos em massa" e de advogar "pela morte dos Estados Unidos e a destruição de Israel".

"Esse regime opressivo não pode durar para sempre", concluiu Trump.

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