Turquia decreta prisão preventiva de 14 advogados ligados à extrema-esquerda

Istambul, 21 set (EFE).- Um tribunal de Istambul decretou nesta quinta-feira a prisão preventiva de 14 dos 16 advogados detidos há dez dias por supostos vínculos com um grupo armado da extrema-esquerda turca, enquanto os outros dois foram postos em liberdade.

A Promotoria acusa os dezesseis letrados, vinculados ao Halkin Hukuku Bürosu, (Escritório dos Direitos do Povo), de "serem membros de um grupo armado", especificamente da organização marxista DHKP-c, que cometeu vários atentados nos últimos anos.

Segundo a acusação, os nomes de alguns dos advogados apareciam em uma anotação encontrada em poder de um dos dois ativistas do DHKP-c que em março de 2015 sequestraram em seu escritório o procurador Mehmet Selim Kiraz, uma ação que terminou com a morte de ambos e do refém durante a ação policial.

A associação de letrados Halkin Hukuku Bürosu é responsável pela defesa jurídica da acadêmica Nuriye Gülmen e do professor Semih Özakça, que estão há 188 dias em greve de fome, parte desse período em prisão preventiva, em protesto por terem sido demitidos mediante decreto do governo.

Os advogados foram detidos dois dias antes da primeira sessão do julgamento de Gülmen e Özakça, ação que parte da imprensa considera uma detenção política para privar os dois docentes de uma defesa jurídica adequada.

Desde o fracassado golpe de Estado de 15 de julho de 2016, mais de 100 mil funcionários públicos foram demitidos mediante de decretos que, emitidos ao amparo do estado de exceção imposto após o a tentativa de golpe, não podem ser contestados na justiça.

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