China diz que teste nuclear pode ter provocado terremoto na Coreia do Norte

Pequim, 23 set (EFE).- O terremoto de magnitude 3,4 graus na escala Richter que sacudiu neste sábado a Coreia do Norte tem características similares ao registrado no último dia 3 de setembro, quando o regime de Kim Jong-un realizou um teste nuclear.

As informações foram divulgadas pela agência estatal chinesa "Xinhua". O Centro Nacional de Terremotos da China (CENC) detectou o sismo, que foi registrado na altura da superfície terrestre.

Apesar de o órgão responsável pela medição de tremores da Coreia do Sul ter afirmado inicialmente que se trata de um terremoto natural, não provocado por teste nuclear, o CENC afirmou que provavelmente o sismo foi causado por uma explosão atômica.

O terremoto, registrado às 16h09 no horário local, foi detectado no condado de Kilju, onde está a base nuclear norte-coreana responsável pelo sexto teste atômico do regime no início do mês.

Esse novo terremoto ocorre depois de Kim Jong-un feito ontem novos alertas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O líder norte-coreano afirmou que Trump pagaria muito caro pelo "excêntrico" discurso na ONU, no qual o republicano ameaçou "destruir totalmente" a Coreia do Norte.

Pouco depois, o ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, disse em Nova York, onde está para participar da Assembleia-Geral da ONU, que a resposta a qual Kim se referia poderia ser o teste de uma bomba nuclear no Oceano Pacífico.

Os contínuos testes de mísseis do regime de Pyongyang já geraram dois novos pacotes de sanções do Conselho de Segurança da ONU. E, junto com a retórica belicista de Trump, elevaram nos últimos meses o ambiente de tensão na península coreana.

Na manhã deste sábado, o Ministério de Comércio da China anunciou que limitará o fornecimento de petróleo à Coreia do Norte a partir de 1º de outubro, seguindo as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU para pressionar Kim a interromper seus programas de desenvolvimento de armas nucleares e de mísseis.

A China é o principal parceiro comercial da Coreia do Norte e o maior aliado político de Kim, mas, nos últimos meses, aceitou a aprovação de duras sanções contra o país.

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