Procuradoria catalã ordena que polícia apreenda urnas de referendo

Barcelona (Espanha), 25 set (EFE).- A Procuradoria Superior da Catalunha ordenou nesta segunda-feira que a polícia regional catalã (Mossos D'Esquadra) visite os colégios eleitorais e apreenda todo o material relacionado com a realização do referendo independentista de 1º de outubro.

Em uma instrução cursada hoje, o procurador catalão, José María Romero de Tejada, pede que os agentes se apresentem nos centros educativos e administrativos da lista de colégios eleitorais divulgada na quinta-feira passada através de Twitter pelo presidente catalão, Carles Puigdemont.

Romero de Tejada solicita ao chefe da polícia catalã, Josep Lluís Trapero, que identifique os responsáveis desses centros e os interrogue, na qualidade de testemunhas, sobre se receberam alguma comunicação do governo da Catalunha solicitando sua colaboração no referendo.

Em caso afirmativo, segundo o procurador, os responsáveis deverão entregar-lhes a documentação que possuam sobre estes fatos e esclarecer como foi a comunicação da sua designação como colégio eleitoral.

Os agentes deverão também advertir aos responsáveis dos centros que "a entrega de chaves ou senhas a qualquer pessoa privada ou pública, incluindo a administração educativa, poderá ser considerada um ato de colaboração nos delitos de desobediência, prevaricação e malversação de fundos públicos", este último penalizado com prisão.

A ordem da procuradoria foi divulgada no mesmo dia em que aconteceu em Barcelona a primeira reunião convocada para coordenar o trabalho das forças de segurança em relação com a realização do referendo.

Nessa reunião o número dois da polícia regional catalã, Ferrán López, mostrou a inconformidade da corporação perante a decisão do governo espanhol de assumir a coordenação da operação policial que será realizada para evitar a consulta ilegal.

Os Mossos D'Esquadra alegam que já estão investigando os preparativos do referendo e dispõem de "um plano de atuação" para cumprir a ordem da procuradoria.

Às vozes a favor e contra o referendo se uniu hoje a da Igreja Católica na Catalunha.

Mais de 400 sacerdotes e diáconos dessa comunidade autônoma espanhola enviaram uma carta ao papa Francisco na qual lhe solicitam que intermedeie perante o governo da Espanha para que permita a realização do referendo.

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