China adverte a Taiwan que não permitirá "tragédia da secessão"

Pequim, 27 set (EFE).- O governo da China advertiu nesta quarta-feira que não "permitirá que a tragédia da secessão nacional se repita", em resposta a uma declaração do primeiro-ministro taiuanês William Lai, que ontem havia afirmado perante o Parlamento ilhéu que Taiwan é um país "independente e soberano".

"Os que dividem a China sofrerão pela sua própria ação", alertou hoje o porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado chinês, Ma Xiaoguang, dizendo que Pequim se opõe decididamente a qualquer forma de independência de Taiwan.

Ma acrescentou que como parte inseparável do território chinês, Taiwan nunca foi um país e nem será, e sublinhou que as relações entre Pequim e Taipé não são as próprias de dois Estados.

O premiê Lai defendeu na terça-feira, em seu primeiro relatório perante o Parlamento da ilha, a soberania de Taiwan, em uma das primeiras vezes nas quais um máximo responsável do Governo ilhéu fala abertamente de independência desse território em um discurso oficial.

O premiê falou com clareza sobre sua postura e declarou que "Taiwan é uma nação soberana independente chamada de República da China "e que "tanta China como Taiwan são países independentes que não estão subordinados um ao outro ".

A China suspendeu praticamente todos os contatos com o Governo de Taiwan desde a chegada do independentista Partido Democrata Progressista, em maio.

A presidente de Taiwan, Tsai Ying-wen, se nega a acatar o "princípio de uma só China", no qual Taiwan é parte do gigante asiático, e que os anteriores líderes do Governo ilhéu tinham aceitado desde sua formulação em 1992.

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