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Suu Kyi dá garantias para que rohingyas possam retornar a Mianmar

28/09/2017 08h23

Londres, 28 set (EFE).- A líder de fato de Mianmar, Aung San Suu Kyi, se comprometeu a permitir que centenas de milhares de refugiados rohingyas retornem ao país, se assim desejarem, segundo disse nesta quinta-feira o secretário de Estado britânico para Assuntos Exteriores, Mark Field.

O político conservador fez essas declarações à emissora britânica "BBC Rádio 4" após ter mantido recentemente conversas com a Nobel da Paz na capital birmanesa, Naypyidaw.

Segundo os últimos números oficiais, cerca de 400 mil pessoas pertencentes a essa minoria muçulmana cruzaram para Bangladesh após uma campanha de violência realizada pelo exército birmanês, qualificada pelas Nações Unidas como de "limpeza étnica".

"O seu compromisso é o que permitirá, aos que desejarem, voltar ao país", apontou hoje Field.

O secretário de Estado britânico afirmou que "há agora centenas de milhares de rohingyas que estão no lado fronteiriço de Bangladesh" e considerou que "uma grande pergunta é saber quantos se sentirão suficientemente seguros".

Suu Kyi foi alvo de críticas a nível internacional perante sua recusa a condenar publicamente as ações das forças de segurança birmanesas contra essa minoria muçulmana.

No entanto, Field indicou que a líder birmanesa estava em uma posição difícil.

"Ela estava perante uma situação complicada. Segundo a Constituição, o exército continua sendo muito poderoso. Nos últimos anos, foram dados pequenos passos para a democracia", disse.

De qualquer forma, o político conservador considerou que o Nobel da Paz "segue sendo a melhor esperança para a democracia que há em Mianmar" e acrescentou que "seria calamitoso" um retorno a uma ditadura militar.