Síria superou 3 mil mortes em setembro, o número mais alto do ano

Cairo, 1 out (EFE).- A guerra na Síria matou 3.055 pessoas em setembro, 955 delas civis, o número mais alto de mortos neste ano, segundo os cálculos divulgados pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG, com sede em Londres e que conta com uma rede de voluntários em todo o país, acrescentou que mais de 70% das vítimas civis perderam a vida em bombardeios aéreos feitos por aviões do regime sírio, da Rússia e da coalizão internacional contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) liderada pelos Estados Unidos.

O Observatório detalhou em comunicado que 207 dos mortos em setembro eram menores de idade e que 148 eram mulheres. Do total de civis, 592 morreram na maioria das vezes por bombardeios russos e do exército sírio e em ataques de artilharia das forças leais a Damasco, que executaram 29 pessoas.

Outras 282 pessoas perderam a vida em ataques aéreos da coalizão internacional e sete em ataques das Forças da Síria Democrática, que contam com o respaldo da coalizão. Além disso, dez pessoas foram executadas extrajudicialmente pelo EI e 26 em morreram em ataques com artilharia deste grupo terrorista.

Outras das causas citadas pelo comunicado são as explosões de minas, que mataram 47 civis neste período. A ONG também informa que em setembro morreram 322 combatentes das forças leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, e 368 sírios de diferentes forças e milícias pró-governo.

Também morreram 22 combatentes do grupo xiita libanês Hezbollah e outros 78 de diferentes nacionalidades, assim como oito militares russos que combatem a favor de Damasco.

O Observatório situou em 738 o número de combatentes do grupo jihadista Estado Islâmico, do ex-braço da Al Qaeda na Síria e das facções opositoras islamitas mortos em combate.

Em agosto deste ano, 2.707 pessoas morreram no conflito armado, das quais 790 eram civis, segundo a mesma ONG. A Síria atravessa desde março de 2011 um conflito que já deixou mais de 324 mil mortos, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

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