Acusadas na Malásia pelo assassinato de Kim Jong-nam se declaram inocentes

Shah Alam (Malásia), 2 out (EFE).- As duas acusadas na Malásia pelo assassinato de Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder da Coreia do Norte Kim Jong-un, se declararam nesta segunda-feira inocentes no início do julgamento oral.

As duas suspeitas, a indonésia Siti Aisyah, de 25 anos, e a vietnamita Doan Thi Huong, de 29, são as únicas detidas pelo ataque e envenenamento de Kim Jong-nam no dia 13 de fevereiro em um terminal de desembarque do aeroporto da capital malaia.

Se forem consideradas culpadas, as mulheres, que prestaram depoimento nesta segunda-feira pela primeira vez a um juiz, podem receber a pena de morte por enforcamento.

As acusadas, que estavam algemadas e com coletes à prova de bala, chegaram escoltadas ao tribunal na cidade de Shah Alam, situada a cerca de 25 quilômetros a sudoeste de Kuala Lumpur.

Por motivos de segurança, as autoridades limitaram a entrada da imprensa na sala.

Conforme gravado pelas câmeras de segurança do aeroporto, Doan e Siti se aproximaram de Kim Jong-nam e esfregaram seu rosto com um pano impregnado com um potente agente conhecido como VX, considerado pelas Nações Unidas como arma de destruição em massa.

O norte-coreano conseguiu solicitar assistência médica às autoridades, antes de desmaiar e morre de ataque cardíaco durante a transferência para o hospital.

Após serem detidas nos dias posteriores ao ataque, ambas as mulheres asseguraram terem sido vítimas de um engano porque achavam que participavam de uma piada para um programa de televisão e que o veneno era óleo para bebês.

As autoridades malaias chamaram três norte-coreanos para testemunhar, incluindo Hyon Kwang Song, segundo secretário da embaixada da Coreia do Norte em Kuala Lumpur, mas lhes permitiram voltar a seu país sem tomar se depoimento, após um conflito diplomático entre Kuala Lumpur e Pyonyang.

Os serviços de inteligência de Coreia do Sul e Estados Unidos atribuíram o crime desde o primeiro momento a agentes norte-coreanos.

Pyonyang sustenta que a morte foi causada por um ataque cardíaco e acusa as autoridades malaias de conspirar com seus inimigos, ao mesmo tempo que insistem em identificar a vítima como Kim Chol, nome que figurava no passaporte com o qual viajava Kim Jong-nam quando foi assassinado.

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