Acusado de colocar bombas em Manhattan é expulso em 1º dia de julgamento

Nova York, 2 out (EFE).- O acusado de colocar uma bomba no bairro nova-iorquino de Chelsea que deixou 31 feridos, Ahmad Rahami, foi expulso nesta segunda-feira de um tribunal da cidade no seu primeiro dia de julgamento, após tentar falar com júri sem autorização durante a audiência.

"Esperei durante todo o ano para dizer isto. De fato vim só falar com vocês", disse Rahami, que insistiu várias vezes em transmitir sua mensagem, apesar dos avisos do juiz, Richard Berman, de que não era permitido.

Pouco depois, os guardas retiraram da sala ao acusado, um afegão naturalizado americano de 29 anos, relatou a imprensa local.

O incidente aconteceu pouco após o início do primeiro dia do julgamento, um ano depois de Rahami ser detido por ter colocado vários artefatos explosivos em Nova Jersey e Nova York.

Rahami foi acusado formalmente em novembro do ano passado de oito crimes, entre os quais não figura o de terrorismo, mas a promotoria ressaltou que o suspeito se inspirou em outros ataques e organizações terroristas.

O governo americano afirmou que apresentará o caso a especialistas sobre Al Qaeda para tentar de explicar alguns dos relatos que Rahami fez em seu diário pessoal, mas a defesa acusa a promotoria de tentar apresentar de forma errônea o acusado como um extremista.

A acusação, segundo a emissora "NBC", pretende apresentar vários vídeos relacionados com terrorismo, um livro e um diário ensanguentado, provas que apontariam os motivos de Rahami e sua preparação e conhecimento para fabricar bombas.

O homem é acusado de colocar três bombas caseiras em 17 de setembro de 2016, uma delas em Seaside Park, Nova Jersey, e outras duas em Manhattan, uma das quais causou 31 feridos e a outra foi localizada antes de explodir.

Rahami também teria posicionado outros cinco artefatos em uma estação de trem da localidade de Elizabeth, Nova Jersey, em 18 de setembro, mas só um deles explodiu no dia seguinte, quando um robô da polícia tentava desarmá-lo.

Rahami foi detido dois dias depois, após um tiroteio com a polícia em que ele e dois policiais ficaram feridos.

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