Autor de ataque em Marselha com morte tinha sido detido na 6ª feira por roubo

Paris, 2 out (EFE).- O homem que no domingo matou duas pessoas na estação central ferroviária de Marselha (França) havia sido detido na sexta-feira em Lyon por roubar em um estabelecimento público, mas foi libertado por falta de provas, indicou nesta segunda-feira o promotor de Paris, François Molins, que dirige as investigações.

O homem foi fichado pela polícia por sete fatos delitivos e, em cada caso, apresentou uma identidade diferente, mas foi identificado graças às impressões digitais, acrescentou o promotor em coletiva de imprensa.

A última identidade apresentada, durante sua detenção em Lyon, foi Amed H., possuidor de um passaporte tunisiano e nascido em 1997, indicou o promotor, que apontou que é investigada a validade desse documento.

Molins indicou que as investigações correm a cargo da seção antiterrorista da Promotoria porque a forma de agir do agressor corresponde às instruções dadas pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que reivindicou ontem à noite o atentado através de seus órgãos habituais.

Além disso, o promotor lembrou que o autor gritou "Alá é grande" no momento de atacar as duas jovens, mas também quando, posteriormente, se lançou contra uma patrulha do dispositivo militar antiterrorista desdobrada na estação.

Molins destacou que o agressor se lançou contra as "vítimas indeterminadas" e contra militares, dois dos alvos indicados pelo EI a seus simpatizantes.

O promotor apontou que as câmeras de vigilância da estação registraram como o homem chegou às 13h32 e durante três minutos esteve sentado em um banco, antes de atacar a primeira das jovens com uma faca de cerca de 20 centímetros.

Após fugir, deu meia volta para se dirigir à segunda vítima e matá-la também a facadas. Molins apontou que as vítimas são duas primas, uma residente em Marselha e outra em Lyon.

Uma transeunte tratou de detê-lo, sem sucesso, com o pau, antes de o homem se jogar contra uma patrulha de militares que, após adverti-lo, disparou de forma mortal.

Junto ao corpor estava outra segunda faca, de menor tamanho, bem como um celular, que é analisando, apontou Molins.

Durante o seu último interrogatório em Lyon, o homem assegurou não ter domicílio e nem ofício, salvo alguns trabalhos não declarados.

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