Governo da Catalunha pede mediação internacional apadrinhada pela UE

Barcelona (Espanha), 2 out (EFE).- O presidente do governo da Catalunha, Carles Puigdemont, pediu nesta segunda-feira uma "mediação internacional" para o conflito catalão "apadrinhado pela União Europeia" (UE), após o referendo realizado ontem.

Em um comparecimento para jornalistas, Puigdemont pediu ao chefe do Executivo espanhol, Mariano Rajoy, para que diga se está disposto ou não a essa mediação. O governante adiantou que a mediação internacional pode estar a cargo de diferentes âmbitos especializados na resolução de conflitos, apesar de, "é claro, que a UE deve apadrinhar" o processo.

Ele afirmou que não, atualmente, não possui qualquer contato com o governo espanhol, mas se mostrou disposto a se reunir com Rajoy se for chamado.

"Queremos nos entender com o Estado espanhol", disse Puigdemont.

A consulta separatista, convocada pelo governo autônomo catalão, foi suspensa pelo Tribunal Constitucional da Espanha e diferentes juízes determinaram que as forças de segurança fechassem os colégios e recolhessem urnas e cédulas de votação. Isto fez com que as autoridades catalãs modificassem ontem mesmo as regras de votação que tinham anunciado, de modo que o eleitor poderia votar em qualquer colégio por meio de um "censo único", com papéis que ele mesmo poderia imprimir e sem envelope.

Segundo dados do governo regional catalão, 2.262.424 pessoas participaram do referendo, sendo 90% delas favoráveis a independência.

Na coletiva, Puigdemont ainda exigiu a "retirada de todos os efetivos policiais" destinados temporalmente para evitar a realização da consulta e denunciou os "graves atos de violência" cometidos durante a votação.

O ministro de Interior da Espanha, Juan Ignacio Zoido, lamentou o corrido, mas deu apoio aos corpos policiais e assegurou que "os únicos responsáveis" são os que provocaram um "clima de tensão e desobediência".

Mais de 890 pessoas ficaram feridas, contundidas ou sofreram ataques de ansiedade nos distúrbios. Do total, apenas quatro permanecem hospitalizadas, duas delas em estado grave, de acordo com o governo catalão. Além disso, 19 policias nacionais e 14 guardas precisaram de atendimento médico, conforme o Ministério do Interior. EFE

nac/cdr

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