Irmão de atirador de Las Vegas diz que família nunca suspeitou de nada

Washington, 2 out (EFE).- O irmão do atirador de Las Vegas, autor do pior ataque a tiros da história dos Estados Unidos, com 50 mortos e mais de 400 feridos, disse nesta segunda-feira que sua família nunca suspeitou de nada e que as autoridades "não encontrarão segredos no seu passado".

"Não temos ideia de como isso pôde acontecer", afirmou Eric Paddock a vários veículos de imprensa locais em frente à sua casa na Flórida.

Seu irmão, Stephen Paddock, de 64 anos, abriu fogo da janela de um quarto no 32º andar do hotel Mandalay Bay de Las Vegas por volta das 22h de domingo (horário local, 2h de segunda-feira em Brasília) contra uma multidão de mais de 22 mil pessoas que assistiam a um show de música country.

Stephen foi encontrado morto no quarto do hotel pelos agentes, que afirmaram que o atirador se suicidou após acometer o massacre.

O irmão do agressor disse que a família "não entende" como ele pôde fazer algo assim, já que era "simplesmente uma pessoa comum" e que "não tem segredos no seu passado".

"É como se tivesse caído um asteroide sobre nós", comentou, entre lágrimas e com dificuldade para falar. "Quando investigarem sua vida, verão que não há nada para encontrar", acrescentou.

A polícia local informou em sua última entrevista coletiva que o atirador estava hospedado no hotel desde 28 de setembro e que era residente da cidade de Mesquite, a uma hora de Las Vegas.

Segundo a imprensa local, a Polícia interrogou a namorada do suspeito, Marilou Danley, de 62 anos, mas considerou que ela não teve ligação com o massacre.

Eric Paddock confirmou que Marilou era companheira de seu irmão e afirmou que ela não poderia participar de algo assim, pois é "uma boa mulher".

Após revistar a casa do atirador em Mesquite, o porta-voz da polícia dessa cidade, Quinn Averett, disse à imprensa que "é uma casa normal" onde "não há nada fora do comum".

"Acredito que havia armas e munição na parte de baixo, mas não posso dar detalhes", acrescentou.

O Departamento de Segurança Nacional dos EUA (DHS) informou nesta segunda-feira que neste momento não teme novas "ameaças críveis" após o tiroteio, mas, de todo modo, as medidas de segurança serão reforçadas em locais públicos.

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