Líder opositor russo é condenado a 20 dias de prisão por protestos ilegais

Moscou, 2 out (EFE).- O líder opositor russo Alexei Navalny foi condenado nesta segunda-feira a 20 dias de prisão por convocar reiteradamente encontros políticos e manifestações de protesto contra o governo do país sem autorização oficial.

Navalny recebeu a sentença de um tribunal de Moscou após convocar na última semana um ato eleitoral em Nizhny Novgorod, uma das cidades mais importantes do país, sem o aval das autoridades locais.

Desta forma, o opositor terá que suspender provisoriamente os atos de campanha que visam as eleições presidenciais de março de 2018. Navalny está inabilitado por ter antecedentes penais.

Detido na sexta-feira na porta de casa quando viajaria de trem para Nizhny Novogorod, Navalny diz ser inocente e acusa as autoridades de fabricar denúncias contra ele.

"Tudo isso está relacionado com minhas atividades políticas e com o que faço. As autoridades não gostam", disse Navalny.

O líder opositor lembrou durante audiência que, quando as autoridades de Nizhny Novgorod rejeitou sua primeira solicitação, ele aceitou realizar o evento em outro lugar. Posteriormente, no entanto, foi negada a promoção de qualquer ato político.

Com a condenação, Navalny não poderá participar de uma manifestação convocada por ele próprio em São Petersburgo no próximo sábado, coincidindo com o 65º aniversário do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O opositor acusou na semana passada as autoridades de boicotarem sua campanha eleitoral e antecipou que, apesar de ter seu pedido negado, seus simpatizantes realizarão uma marcha pacífica em São Petersburgo, cidade natal de Putin.

O comitê eleitoral de Navalny anunciou que até o final de 2017 serão realizados outros 40 atos de campanha, que terão como tema principal a luta contra a corrupção no governo.

Nas últimas semanas, por diversos motivos, as autoridades russas negaram autorização para que o opositor organizasse manifestações em Samara, Nizhny Novgorod, Ufa, Krasnoyarsk e Krasnodar.

Há uma semana, o Comitê de Ministros do Conselho da Europa pediu à Rússia que permita que Navalny seja candidato à presidência, após acusar o Kremlin de violar direitos fundamentais do opositor.

Em resposta, o Ministério de Justiça da Rússia acusou o órgão europeu de estar excedendo suas funções e de estar exercendo "pressão política" já visando as eleições de março de 2018.

Considerado o único político que pode enfrentar Putin, Navalny foi condenado em dezembro do ano passado por fraude, o que o impossibilitaria de ser candidato. Ele ainda vai recorrer da sentença.

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