Ministro espanhol lamenta violência na Catalunha e "uso político" da situação

Roma, 2 out (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Espanha, Alfonso Dastis, lamentou nesta segunda-feira a violência entre as forças da ordem e os eleitores na Catalunha que, segundo ele, "não foi deliberada", e criticou "o uso político que se quer fazer dela".

"Lamentamos essa violência, lamentamos também o uso político que se quer fazer dela e claro que vamos continuar tentando fazer frente a esse desafio ao Estado de Direito e à convivência entre os catalães", disse o ministro, que está em Roma para o XV Fórum de Diálogo Itália-Espanha.

Dastis abordou a situação da região da Catalunha ao ser perguntado sobre a postura da Comissão Europeia (CE), que pediu aos atores políticos que "passem da confrontação ao diálogo", após a realização do referendo catalão de independência considerado ilegal pela Espanha, e expressou que "a violência nunca pode ser um instrumento na política".

De acordo com o chefe da diplomacia espanhola, a violência vista no domingo, que deixou mais de 800 feridos durante o período de votação, "não foi deliberada".

"Nós acreditamos que é uma violência que não foi deliberada nem iniciada por eles (catalães), mas eles impediram a polícia de cumprir com as suas tarefas, que só pretendia seguir as ordens dos juízes e tribunais", explicou.

O chanceler considerou que a mensagem da União Europeia (UE) "reafirma a necessidade de trabalhar pela unidade e pela estabilidade da Espanha".

Segundo Dastis, o governo espanhol enfrentará o desafio independentista catalão "com todos os meios legais e políticos dentro da ordem constitucional".

Destacou também que o governo espanhol "sempre se mostrou disposto a um diálogo dentro dos parâmetros da Constituição e das regras que garantem o Estado democrático".

Questionado sobre o diálogo entre Madri e Barcelona, Dastis disse que haverá uma tentativa, mas que, "evidentemente, dois não dialogam se um não quiser".

"Temos de buscar interlocutores que realmente acreditem no Estado de Direito, que acreditem em uma sociedade aberta, inclusiva e não dividida como o governo da Catalunha está pretendendo trazer", opinou.

Dastis descartou a possível instituição de um governo de unidade nacional entre os partidos constitucionalistas para enfrentar a crise do independentismo catalão: "Não acredito que tenhamos chegado a esse ponto", ressaltou.

Neste sentido defendeu que "o Estado tem os instrumentos para fazer frente a esta crise: a serenidade, a firmeza e o bom senso de todos aqueles que apoiam a ordem democrática na Espanha e na Catalunha".

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