Trump condena como "ato de pura maldade" ataque em Las Vegas

Washington, 2 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tachou nesta segunda-feira de "um ato de pura maldade" o ataque ocorrido na noite de ontem em Las Vegas, no qual 50 pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas, além de anunciar que visitará essa cidade para se reunir com os familiares das vítimas.

"Estamos unidos hoje na nossa tristeza, comoção e luto" pelo ataque, disse Trump em uma declaração à imprensa desde a Casa Branca.

"Foi um ato de pura maldade", acrescentou Trump, ao lembrar que o suposto autor do ataque, Stephen Paddock, "assassinou brutalmente" desde a janela de um hotel 50 pessoas que assistiam um festival de música country ao ar livre.

"Visitarei Las Vegas na quarta-feira para me reunir com as forças de segurança, os profissionais que responderam ao ataque e os familiares das vítimas".

Trump ordenou, além disso, que a bandeira americana ondeie a meia mastro durante quatro dias em todos os edifícios federais do país e nas embaixadas americanas no exterior.

O governante agradeceu o trabalho das forças da ordem e disse que "a rapidez com a qual atuaram é milagrosa e preveniu que a perda de mais vidas".

"Nos momentos de tragédia e horror, os Estados Unidos se unem, e sempre fizemos isso. Apelamos aos laços que nos unem: para nossa fé, nossa família e nossos valores compartilhados", afirmou.

"A nossa unidade não pode cambalear pela maldade, os nossos laços não podem ser rompidos pela violência, e ainda que sintamos uma ira tão grande perante o assassinato sem sentido de nossos compatriotas, é o nosso amor que nos define hoje e sempre nos definirá", acrescentou.

Trump reconheceu que, em momentos como estes, os americanos buscam "algum tipo de sentido no caos, alguma luz na escuridão, e as respostas não chegam facilmente", mas assegurou que "inclusive o período mais obscuro pode ser iluminado por um único raio de esperança".

"Rezamos para que todo o país encontre unidade e paz", acrescentou.

Trump, que desde a campanha eleitoral de 2016 se alinhou com a postura da Associação Nacional de Rifles (NRA), contrária a um maior controle de armas, não fez nenhuma referência a esse tema, como costuma fazer a oposição democrata cada vez que há um ataque em massa.

Esta é a segunda vez em seu mandato que Trump se refere desde a Casa Branca a um ataque em massa nos EUA, após o ocorrido em junho em Alexandria (Virgínia), nos arredores de Washington, que deixou gravemente ferido o congressista republicano Steve Scalise.

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