Bombardeio da coalizão na Síria mata pelo menos 18 civis

Beirute, 3 out (EFE).- Pelo menos 18 civis morreram nesta terça-feira, entre eles menores e mulheres, por um suposto bombardeio da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos no norte da cidade síria de Raqqa, antiga "capital" do califado do grupo Estado Islâmico (EI), informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Os aviões bombardearam um grupo de civis que tentava conseguir água em uma zona de poços no norte de Raqqa, que sofre desde setembro escassez no fornecimento pelos bombardeios e danos às infraestruturas.

A coalizão oferece cobertura aérea às Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança liderada por milícias curdas, que desde junho desenvolve uma ofensiva contra o EI em Raqqa.

A agência de notícias "Amaq", afim ao EI, afirmou em um comunicado publicado no Telegram, cuja autenticidade não pôde ser verificada e que entrevista "fontes locais", que 20 pessoas morreram e 15 ficaram feridas por "um bombardeio americano contra um grupo de famílias nos poços de água do norte de Raqqa".

O Observatório explicou que atualmente os combatentes que restam do EI em Raqqa estão presos em túneis e outros esconderijos em uma superfície que equivale a 2% da cidade em pleno centro.

Na semana passada, a coalizão reconheceu que pelo menos 735 civis morreram de maneira "não intencional" desde outono de 2014 nas operações na Síria e no Iraque.

Segundo dados do Observatório, divulgados em 23 de setembro, pelo menos 2,8 mil civis morreram por bombardeios da coalizão na Síria nos últimos três anos.

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