Catalães fazem greve e protestam contra atuação policial no domingo

Barcelona (Espanha), 3 out (EFE).- A greve geral desta terça-feira na Catalunha acontece com adesão parcial, de acordo com os setores envolvidos, com o fechamento de estradas e protestos contra a atuação da Polícia no último domingo durante o referendo.

A greve é mais sentida na rede viária, que foi atingida com o fechamento de mais de 50 estradas, o que provocou congestionamentos quilométricos. Os trem circulam com o mínimo necessário. Já o metrô e os ônibus municipais funcionaram apenas nos horário de pico.

A Mesa pela Democracia, formada pelos sindicatos maioritários (UGT e CCOO), algumas patronais e associações independentistas, apoiou a mobilização contra a intervenção das forças de segurança dependentes do Executivo espanhol (Polícia Nacional e Guarda Civil). Os sindicatos minoritários, por sua vez, com CGT como principal, tinham convocado há alguns dias uma greve geral para hoje, apoiada por formações como a CUP (partido anticapitalista e independentista).

O governo da Catalunha realizou no dia 1º o referendo para a independência da região, apesar da suspensão determinada pelo Tribunal Constitucional da Espanha. Os policiais tentaram retirar as urnas e fechar os centros de votação por ordem judicial, o que originou distúrbios e violência policial. Ao todo, 900 pessoas ficaram feridas - duas continuam hospitalizados -, segundo o governo catalão, e 431 militares foram atingidos, de acordo com o Ministério do Interior da Espanha.

No comércio e na indústria a adesão é parcial, mas nos órgãos públicos a participação é maciça. As autoridades regionais afirmaram que o apoio à paralisação está sendo grande, mas ainda não deram dados concretos.

No âmbito da educação, praticamente todas as escolas e universidades catalãs fecharam hoje por falta de aluno.

A incidência é reduzida na maioria das grandes empresas catalãs, e o Aeroporto de Barcelona funciona normalmente. No porto, no entanto, a atividade foi suspensa.

Ao mesmo tempo, centenas de pessoas se manifestam em várias localidades para reprovar a atuação policial. Em Barcelona, cerca de 2 mil pessoas se reuniram na frente do Partido Popular, que governa a Espanha, e outras 2 mil se manifestaram na porta da sede da Polícia Nacional.

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