Catalunha vai declarar independência "em questão de dias", diz líder regional

Londres, 3 out (EFE).- O presidente do governo da Catalunha, Carles Puigdemont, disse nesta terça-feira à rede britânica de televisão "BBC" que declarará a independência da região em relação à Espanha "em questão de dias", ou "no final desta semana ou no começo da próxima".

As autoridades espanholas, no entanto, insistem que farão todo o possível, junto com a justiça do país, para impedir a separação.

Puigdemont afirmou considerar que "seria um erro que mudaria tudo" se o governo espanhol decidir tomar o controle da administração regional.

O líder catalão falou à "BBC" pouco antes de o rei Felipe VI faer um pronunciamento no qual acusou as autoridades catalãs de terem agido com uma "desleaidade inadmissível".

O rei da Espanha advertiu que, diante da situação "de extrema gravidade" na Catalunha, os "legítimos poderes do Estado" devem garantir "a ordem constitucional", a vigência do Estado de direito e o autogoverno dessa região, "baseado na Constituição e no seu Estatuto de Autonomia".

Felipe VI classificou o comportamento do governo catalão como sendo de uma "desleaidade inadmissível" e sua conduta como "irresponsável" e apontou que "de uma maneira clara e definida, tem se situado totalmente à margem do direito e da democracia".

Já Puigdemont descreveu como "muito decepcionante" a reação da União Europeia à atuação das autoridades policiais durante o referendo separatista do último domingo na Catalunha.

A operação das forças de segurança coordenada pelas autoridades espanholas para impedir a votação no referendo, declarado ilegal pelo Tribunal Constitucional do país, foi muito criticada pelo governo da Catalunha e alvo de grandes protestos e uma greve geral em Barcelona, a capital dessa região do nordeste da Espanha.

Além disso, Puigdemont mostrou-se em desacordo com a declaração feita na segunda-feira pela Comissão Europeia de que considera os acontecimentos na Catalunha como um assunto interno da Espanha.

O presidente regional revelou ainda que, atualmente, não há contatos entre o governo de Rajoy e a Generalitat (governo autônomo) da Catalunha.

Por sua vez, o governo espanhol acusou hoje a administração catalã de promover assédio e atos de "ódio" em relação às forças de segurança enviadas à Catalunha por ocasião do referendo, e alertou que estes atos "terão a correspondente resposta jurídica".

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