Davis diz que Reino Unido "estará preparado" caso não chegue a acordo com UE

Manchester (R.Unido), 3 out (EFE).- O ministro britânico para a saída da União Europeia (UE), David Davis, disse nesta terça-feira que o Reino Unido "estará preparado" caso não chegue a um acordo satisfatório com Bruxelas.

Em um discurso no congresso anual do Partido Conservador britânico em Manchester, Davis afirmou que está sendo desenhado "um plano de contingência" para que o país "esteja preparado para qualquer desfecho".

"Se o resultado da negociação estiver abaixo do que o Reino Unido precisa, estaremos prontos para uma alternativa", advertiu o ministro às vésperas do início na próxima semana da quinta rodada de negociações com a Comissão Europeia.

"Não fazemos isso porque queremos, mas porque devemos fazer", disse, antes de ressaltar que contemplar todas as alternativas é "a responsabilidade" do governo da primeira-ministra, Theresa May.

Davis também disse que, como apontou May em seu discurso de 22 de setembro em Florença (Itália), o Reino Unido "cumprirá seus compromissos" financeiros, pois é um país que "respeita as regras e obedece a lei".

"Mas cumpriremos, além disso, o nosso dever com o contribuinte britânico e questionaremos todas as demandas, linha por linha".

Apesar das críticas à lentidão e pouca precisão de Bruxelas, Davis afirmou nesta terça-feira perante a base conservadora que houve "bons progressos" na negociação e se mostrou convencido de que "em breve haverá um acordo" sobre os direitos dos cidadãos do Reino Unidio, um dos assuntos prioritários que deve ser superado para poder abordar o futuro acordo comercial.

O negociador da União Europeia para o "Brexit", Michel Barnier, disse na Eurocâmara, em relação ao acordo econômico entre Bruxelas e Londres, que os contribuintes da UE não devem "pagar o pato" da saída britânica.

Barnier lamentou que, seis meses após serem acertadas as diretrizes da negociação, ainda existam "sérias divergências" sobre duas das prioridades, os direitos dos cidadãos e a quantia que Londres deve pagar por abandonar o bloco.

Por este motivo, ainda "não é possível passar para a segunda fase da negociação", a do futuro acordo bilateral, que o governo britânico quer iniciar o mais rápido possível para demonstrar aos seus eleitores os possíveis benefícios do "Brexit".

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