EUA afirmam que expulsão de 15 funcionários cubanos do país não é punição

Washington, 3 out (EFE).- O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira que a expulsão de 15 funcionários da embaixada cubana em Washington não é uma punição pelos supostos ataques acústicos sofridos por 22 diplomatas americanos em Havana, já que as causas desse incidente ainda são desconhecidas.

"Não é um castigo porque não sabemos o que ou quem causou os misteriosos ataques", disse a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, em entrevista coletiva.

A decisão, segundo a porta-voz, foi tomada porque o governo de Cuba tem a obrigação, dentro da Convenção de Viena, de garantir a segurança dos diplomatas americanos no território do país.

"Eles claramente não são capazes de cumprir isso", afirmou.

"Nosso pessoal está em risco, Cuba tem responsabilidade de ajudar e obviamente não está ajudando", completou.

As declarações foram dadas por Naeurt pouco depois de o ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, ter considerado a decisão dos EUA como "inaceitável" e "infundada". O chanceler cubano também falou que a medida tem "caráter eminentemente político".

Os EUA não responsabilizaram diretamente Cuba pelos ataques que causaram vários sintomas físicos em 21 diplomatas americanos na ilha e tem cooperado com o governo de Raúl Castro para investigar o caso.

No entanto, a Casa Branca afirmou que manterá em níveis mínimos as atividades das embaixadas das duas capitais até receber garantias do governo de Cuba que os diplomatas americanos estarão seguros.

"Isso não é algo que queiramos fazer, não queremos enviar nosso pessoal para a casa. Querem estar lá, mas não podemos assumir esse risco quando se trata da segurança de americanos", destacou.

O embaixador cubano em Washington, José Ramón Cabañas, recebeu hoje uma lista com os nomes dos 15 funcionários cubanos expulsos. Eles devem sair dos EUA em um prazo de sete dias.

Nauert não quis informar quem são os funcionários afetados pela medida, mas afirmou que eles faziam um trabalho que a Casa Branca considera "similar" ao feito pelos diplomatas americanos que trabalhavam na embaixada em Havana e que deixaram a ilha.

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