Governo espanhol acusa o da Catalunha de fomentar assédio as forças da ordem

Barcelona (Espanha), 3 out (EFE).- O ministro de Interior espanhol, Juan Ignacio Zoido, acusou o chefe do Executivo catalão, Carles Puigdemont, de incentivar o assédio e os atos de "ódio" contra os policias nacionais e guardas civis na Catalunha por causa do referendo de domingo passado.

Em coletiva de imprensa no Ministério feita após uma reunião com o presidente do governo, Mariano Rajoy; a vice-presidente, Soraya Sáenz de Santamaría, e outros importantes funcionários do gabinete espanhol, ele disse que esses atos "terão a correspondente resposta jurídica própria de um Estado de Direito".

Hoje, centenas de pessoas se concentraram na porta dos partidos PP e Ciudadanos e da Sede da Polícia em Barcelona.

Durante a semana passada, o órgão enviou milhares de agentes para impedir a votação na Catalunha, e ontem o Ministério anunciou que os militares permanecerão na região, mas não precisou por quanto tempo.

Membros do Executivo regional catalão exigiram a retirada dessas forças enviadas, mas para o ministro é "inconcebível" que em um Estado de Direito, policiais e guardas civis deslocados para cumprir a lei estejam sendo alvo de insultos e sejam obrigados a deixar os hotéis.

Hoje, proprietários de vários hotéis onde os agente estão hospedados pediram para que eles deixem o lugar, com argumentando que foram ameaçados de fechamento pelas Prefeituras partidárias da separação. Sobre isso, o ministro afirmou que nem a Polícia nem a Guarda Civil sairão dos hotéis em que têm um contrato em vigor. Nas portas de alguns destes lugares aconteceram protestos durante o dia.

Também para hoje, organizações sindicais e movimentos separatistas convocaram uma greve para protestar contra a atuação da Polícia no domingo, muito criticada por agir de forma violenta contra quem impedia a retirada das urnas e das cédulas de votação.

Os líderes das principais entidades separatistas, Òmnium Cultural e a Assembleia Nacional Catalã (ANC), pediram aos catalães que "continuem mobilizados de forma pacífica" pelos "direitos fundamentais e pelas liberdades".

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