Putin pede a novo embaixador americano para que EUA não interfiram na Rússia

Moscou, 3 out (EFE).- O presidente russo, Vladimir Putin, recebeu nesta terça-feira as cartas credenciais do novo embaixador dos Estados Unidos, Jon Huntsman, e aproveitou o momento para pedir que os Estados Unidos não interfiram nos assuntos internos da Rússia.

"Defendemos uma cooperação construtiva, previsível e mutuamente benéfica. Acreditamos que esta deve se basear nos princípios de igualdade, respeito aos interesses nacionais e não ingerência nos assuntos internos", disse.

As declarações de Putin foram feitas durante a cerimônia de recebimento das cartas credenciais de Huntsman e de outros 20 embaixadores no Kremlin.

"No que se refere às relações bilaterais com os EUA, o seu atual nível não pode ser considerado satisfatório", considerou o governante.

Putin também transmitiu as "mais sinceras condolências" ao povo e às autoridades dos EUA pela morte de 59 pessoas em um tiroteio ocorrido na noite de domingo em Las Vegas, incidente que classificou como "tragédia terrível".

Huntsman entregou as cartas credenciais um dia depois de chegar a à Rússia para assumir o cargo no ponto mais baixo das relações bilaterais desde o fim da Guerra Fria em 1991. O novo embaixador assume como substituto de John Tefft, que comandou a Embaixada dos EUA desde novembro de 2014.

Os senadores americanos aprovaram por unanimidade a nomeação do ex-governador de Utah e candidato presidencial em 2012, que tinha sido nomeado pelo presidente Donald Trump.

O republicano Huntsman, que anteriormente foi embaixador na China (2009-2011), quando o presidente dos EUA era Barack Obama, declarou durante seu discurso no Senado americano que não havia "nenhuma dúvida" de que o Kremlin interferiu nas eleições de 2016.

"Não há dúvida que o governo russo interferiu nas eleições dos Estados Unidos no ano passado", disse Huntsman à época, ao acrescentar que "Moscou segue se intrometendo nos processos democráticos" de outros amigos e aliados de Washington.

Antes de deixar o cargo, o seu antecessor, Tefft, reconheceu em um artigo que as relações entre russos e americanos se encontram "no seu ponto mais baixo".

"O povo americano quer que as potências nucleares mais poderosas do mundo tenham relações melhores", comentou, ao acrescentar que os americanos estão "indignados" com o fato de o Kremlin não assumir a "responsabilidade" por interferir nas eleições presidenciais dos EUA.

Putin ordenou no final de julho a expulsão de 755 trabalhadores de embaixadas e consulados dos EUA na Rússia em resposta à última leva de sanções impostas pela Casa Branca.

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