Segib propõe reforçar coesão social para evitar aumento da fome na A.Latina

Roma, 3 out (EFE).- Reforçar a coesão social ajudaria a enfrentar o aumento da fome em distintas partes da América Latina, apontou nesta terça-feira em Roma a titular da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib), Rebeca Grynspan.

A responsável declarou à Agência Efe, após se reunir com o diretor-geral da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, que a coesão social, incluída a de populações indígenas, afrodescendentes e mulheres, é um "elemento fundamental de luta contra a fome".

Rebeca propôs à FAO trabalhar de forma conjunta nesse campo para "responder aos retrocessos vistos em muitos lugares na América Latina" e, nesse sentido, citou experiências de cooperação como os "bancos de leite" exportados do Brasil ao resto da região para evitar a desnutrição dos recém-nascidos.

Após cair durante anos, a prevalência da fome subiu na América Latina e no Caribe de 6,3% da população em 2014 a 6,6% em 2016, o que soma 42,5 milhões de pessoas, devido sobretudo ao esfriamento da economia, segundo os últimos dados da ONU.

Grynspan avançou que a FAO, que é um organismo observador consultivo da Conferência Ibero-Americana, terá um espaço no fórum parlamentar que será realizado antes da próxima cúpula de chefes de Estado e de Governo prevista para 2018 na Guatemala.

A secretária-geral ibero-americana mostrou interesse em levar ao conhecimento dos parlamentares as ideias e as propostas dessa agência na luta contra a fome, quantificar e visibilizar a cooperação Sul-Sul em agricultura e nutrição da mesma forma que se tem feito com a nutrição a nível regional e empregar a gastronomia a favor de uma alimentação sana.

Após participar ontem de um fórum de diálogo organizado entre a Espanha e a Itália em Roma, Grynspan chamou essesdois países, junto com Portugal, a desempenhar um "papel fundamental na União Europeia (UE) para avançar na agenda com América Latina" e teruma relação "mais estratégica" em um momento no qual foram observadas "algumas tendências protecionistas no Norte".

A titular da Segib, organismo de apoio aos 22 países que integram a comunidade Ibero-Americana, também destacou a necessidade de a América Latina e a UE "levantarem" valores como o multilateralismo, a paz, a cooperação e o diálogo, ao mesmo tempo que pediu às empresas que ajam "de forma harmônica com o meio ambiente e com responsabilidade social".

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