Democratas exigem que Congresso dos EUA mude política sobre controle de armas

Washington, 4 out (EFE).- Três dias depois do tiroteio que deixou 59 mortos e mais de 500 feridos na cidade de Las Vegas, o Partido Democrata acusou nesta quarta-feira o Congresso dos Estados Unidos de ter "decidido" pelo povo e exigiu mudanças na legislação que regula o acesso às armas no país.

"Este Congresso decidiu pelas pessoas. Quantos corpos são necessários para despertar o Congresso?", perguntou o congressista pelo estado de Maryland Elijah Cummings, que se dirigiu à nação desde uma das entradas do Capitólio, escoltado pelo grupo da minoria democrata no Congresso.

Em um emotivo discurso, Cummings lembrou os massacres em lugares como Las Vegas, bem como os assassinatos do presidente John F. Kennedy (1963) e do líder afro-americano Martin Luther King (1968), todos eles causa, segundo disse, da política de armas americana.

"Quantos mais devem morrer. Cem, mil, dez mil, um milhão? Qual é o preço a pagar em sangue?", questionou o legislador, ao afirmar que esta situação "deve parar".

O ato aconteceu em reação ao massacre realizado no domingo por Stephen Paddock, que abriu fogo desde um quarto no 32° andar do hotel Mandalay Bay sobre uma multidão que nesse momento participava de um festival de música country ao ar livre, matando 59 pessoas e ferindo mais de 500.

Representantes do Partido Democrata, que há anos se mostra partidário de mudar a legislação a fim de estabelecer um maior controle sobre a posse e venda de armas, viram o ocorrido em Las Vegas como um ponto de inflexão.

Na segunda-feira, a líder da minoria democrata na Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, enviou uma carta ao presidente da Câmara, o republicano Paul Ryan, para pedir a criação de uma comissão sobre a violência com armas de fogo e submeter à votação um projeto de lei apresentado em 2015 para endurecer o controle sobre as armas.

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